A Central Única dos Trabalhadores e das Trabalhadoras (CUT) completa, nesta quinta-feira (28/08), 42 anos de história e de luta em defesa da classe operária brasileira. A entidade foi fundada dois anos antes do fim do regime militar e, desde então, tornou-se um dos principais alicerces em defesa da democracia.

Ao longo dessas mais de quatro décadas, a Central esteve presente nos momentos mais marcantes e decisivos do país. Neste contexto, pode-se destacar o enfrentamento à ditadura militar, a resistência a ataques contra os direitos trabalhistas e a defesa de empregos e renda para todos.  Mesmo diante dos retrocessos e da retirada de direitos da classe trabalhadora após o golpe de 2016, a CUT manteve sua disposição de lutar, resistiu à pandemia, derrotou a extrema-direita nas urnas, ajudando a recolocar o Brasil no caminho da democracia com a eleição de Lula, em 2022.

O presidente Nacional da CUT, Sérgio Nobre, destaca que o aniversário de 42 anos reforça o papel da CUT como voz ativa da classe trabalhadora em todas as frentes. “A CUT seguirá como fez nesses 42 anos: promovendo solidariedade de classe, lutando por melhores salários, condições de trabalho dignas, contra injustiças sociais, contra o autoritarismo e na construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa, humana e plena de direitos. Viva a CUT!”, afirmou.

Segundo Nobre, hoje, a Central enfrenta novos desafios diante das transformações no mundo do trabalho. Ele destaca a defesa dos trabalhadores informais e precarizados, a luta contra a pejotização irrestrita, a conquista da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a taxação dos super-ricos e o fim da escala 6x1 estão entre as principais bandeiras. Além disso, a CUT reafirma seu compromisso com a soberania nacional e com a defesa de negociações coletivas mais fortes.

“Muito obrigado a todos e todas que nesses 42 anos passaram pelos nossos sindicatos de base, nossas federações, confederações estaduais e nossa direção nacional, em especial os milhões de anônimos que nos locais de trabalho, nas ruas, participarão de nossas mobilizações e são os grandes responsáveis por nossa bela história de luta e merecem toda a nossa homenagem no dia de hoje”, disse.  “O movimento sindical, social e popular é alicerce da democracia e que não há democracia sem sindicatos fortes. Nesse momento, nossa tarefa é impulsionar a participação do povo no plebiscito popular, dar visibilidade às nossas pautas e mostrar quem realmente defende o Brasil”, finalizou Sérgio Nobre. 

Parceria com a Fenae

Mesmo sendo criada 12 anos após a fundação da Federação Nacional do Pessoal da Caixa (Fenae), a entidade foi um verdadeiro guarda-chuva em defesa dos direitos dos bancários de todo o país. “Desde a sua fundação, a CUT colocou-se na linha de frente da classe trabalhadora, defendendo os seus direitos e os interesses do país. Para nós bancários é uma honra trabalhar ao lado dessa entidade que é referência para o Brasil e para o mundo, como entidade mobilizada em defesa dos direitos da classe trabalhadora, promovendo igualdade e justiça social”, reforça Sergio Takemoto, presidente da Fenae. 

Mobilização do 7 de setembro 

A celebração dos 42 anos é também um chamado à mobilização. No próximo 7 de setembro, a CUT, junto a sindicatos, movimentos sociais e populares, ocupará as ruas em defesa do Brasil, da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.