Nesta quinta-feira, 28 de agosto, é celebrado o Dia do Bancário, uma data que vai muito além da homenagem a uma categoria. É um marco da luta, da resistência e das conquistas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que, ao longo da história, transformaram o sistema financeiro e contribuíram para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Neste ano, a celebração tem ainda mais significado: completam-se 40 anos da primeira greve nacional dos empregados da Caixa, realizada em 30 de outubro de 1985. A paralisação de 24 horas, com adesão em todo o país, foi decisiva para a conquista da jornada de seis horas diárias e do direito à sindicalização, vitórias que mudaram para sempre a vida dos bancários brasileiros.

Quatro décadas após a primeira greve, hoje, os bancários e bancárias da Caixa desempenham um papel estratégico na sociedade brasileira. Como principal agente de políticas sociais do governo federal, a Caixa é responsável pela execução de programas que chegam diretamente à população mais vulnerável em todos os lugares do país, inclusive naqueles mais remotos. Cabe aos empregados do maior banco público da América Latina operacionalizar o pagamento de benefícios básicos, como o Bolsa Família. Além disso, os bancários da Caixa estiveram na linha de frente em momentos de crise. Durante a pandemia da Covid-19, mesmo colocando suas vidas em risco, quando foram responsáveis por viabilizar o pagamento do auxílio emergencial a milhões de brasileiros.

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, o trabalho cotidiano reforça o comprometimento dos empregados e empregadas da Caixa como verdadeiros agentes da cidadania no país. Ele destaca que o Dia do Bancário reafirma a importância da união da categoria. “Foi na luta que conquistamos direitos fundamentais e aprendemos que a unidade é o único caminho. Graças a essa força coletiva conseguimos manter a Caixa pública e vamos precisar dela hoje também para defender nossos direitos, nosso plano de saúde, nossa previdência e, principalmente, a missão social da Caixa. Os bancários e bancárias da Caixa são agentes de transformação e orgulho para o Brasil”, reforça Takemoto.

Ao longo das décadas, a categoria se consolidou como referência nacional em organização sindical e em defesa dos bancos públicos. Hoje, os desafios continuam: lutar por aumento real nos salários, PLR justa, melhores condições de trabalho, fortalecimento do Saúde Caixa, mais contratações e a valorização permanente do papel social da Caixa Econômica Federal.

Luta permanente 

A escolha do 28 de agosto remete a 1951, quando os bancários protagonizaram uma das maiores greves da categoria. Foram 69 dias de paralisação, enfrentando perseguições, repressão e demissões, mas garantindo um reajuste de 31% nos salários. Esse movimento fortaleceu a organização sindical e se tornou referência para a classe trabalhadora em todo o país. Em 1952, o 4º Congresso Nacional dos Bancários oficializou a data como Dia do Bancário, que foi transformada em lei em 1964.

O Dia do Bancário não é apenas uma data de celebração, mas de resistência, unidade e compromisso com o Brasil. A Fenae parabeniza todos os bancários e bancárias, em especial os empregados da Caixa Econômica Federal, que fazem do seu trabalho diário um instrumento de transformação social e econômica, ajudando a reduzir desigualdades e a construir um país mais justo e solidário.