A defesa da democracia é essencial para garantir o respeito aos direitos humanos, a igualdade perante a lei e a realização de eleições livres e justas. Nesta terça-feira (15), em todo o mundo, comemora-se o Dia Internacional da Democracia. A data foi instituída em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de realçar a necessidade de promover a democratização no dia a dia da sociedade, o desenvolvimento e o respeito pelos direitos humanos e as liberdades fundamentais. Constata-se, assim, que a democracia traz estabilidade, segurança jurídica, atrai investimento e leva a que a população se organize, lute, seja ouvida e se faça justiça social. 

Para a ONU, a democracia é “um valor universal baseado na vontade, expressa livremente pelo povo, de determinar o seu próprio sistema político, econômico, social e cultural, assim como na sua plena participação em todos os aspectos da vida em sociedade”. 

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) chama a atenção para a premissa histórica de que a democracia reforça a urgência de proteção da soberania popular e nacional, além do Estado de Bem-Estar abrigado na Constituição de 1988. Assim, em tempos em que a democracia volta a ser ameaçada no Brasil, celebrar a defesa do Estado democrático de Direito e a participação popular é fundamental para o fortalecimento das instituições republicanas, dos direitos sociais e dos trabalhadores, da ética da vida e do acesso universal às políticas públicas.

O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, considera emergencial recolocar a democracia no lugar de destaque que ela sempre teve no Brasil desde o fim do regime militar. Afirma ainda que, praticamente às vésperas de mais um processo eleitoral, o país enfrenta situações que pareciam já superadas. “O momento apresenta algum grau de dificuldades conjunturais. O que está em jogo é a nossa democracia e o futuro de soberania do povo. Precisamos lutar por um país melhor, pela democracia, direitos iguais e diversidade”, pontua. 

O presidente da Fenae reitera ser cada vez mais nítido, diante de frequentes ataques marcados por retrocessos autoritários, que defender o Brasil é defender a democracia. Tal situação, para Takemoto, passa por confirmar a força crescente do sistema financeiro público, com ênfase para a Caixa pública e social, como um instrumento essencial para fortalecer e aperfeiçoar a democracia. “Por isso, o conceito de Estado participativo precisa ser resgatado o mais amplamente possível, para que os bancos públicos federais atuem, sempre mais, como vetores do desenvolvimento regional sustentável do país”, avalia.

No atual cenário político do Brasil, mais do que um dever cívico, o voto nas eleições gerais em primeiro turno em 4 de outubro é uma oportunidade de o cidadão e a cidadã participarem das decisões que impactam diretamente na vida da população. 

A Fenae defende apoio às candidaturas que apresentem propostas de construir um novo paradigma de sustentabilidade política, econômica, ambiental e social, com defesa de uma gestão pública transparente e eficiente calcada na promoção da cidadania, na vigência de princípios democráticos e na garantia de emprego e direitos. A vivacidade da democracia aponta para o exercício da cidadania política.