O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato à frente do Brasil. Com mais de 64 milhões de votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos, Lula venceu Flávio Bolsonaro (PL), que recebeu 48,21% dos votos válidos. A diferença foi de 4.430.191 votos. O resultado encerrou uma das disputas mais acirradas da história recente do país, marcada por uma intensa mobilização popular em torno dos rumos da democracia brasileira.

Em seu primeiro pronunciamento após a reeleição, Lula se emocionou ao agradecer à juventude, às mulheres e aos idosos que participaram da votação. O presidente relatou ter visto pessoas com dificuldades de locomoção sendo levadas pelos próprios netos às seções eleitorais. Histórias que, segundo ele, demonstram a importância atribuída pela população ao direito de votar e de participar das decisões sobre o futuro do país.

“Hoje é dia de celebrar a democracia e a participação de milhões de brasileiros nas urnas. A resistência do SUS [Sistema Único de Saúde], das oportunidades para os jovens, do respeito às mulheres, da proteção aos idosos e da garantia dos direitos dos trabalhadores. É isso que dá sentido à nossa luta por um país mais justo”, afirmou Sergio Takemoto, presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae).

A defesa desses direitos esteve presente no discurso de Lula, que reafirmou compromissos com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação das oportunidades educacionais e a criação de políticas de cuidado para a população idosa. O presidente também prometeu maior atenção às mulheres e anunciou a intenção de ampliar a participação popular nas decisões do governo.

Para a Fenae, o pronunciamento de Lula destaca compromissos que dizem respeito à vida de milhões de brasileiros. À mãe que precisa de atendimento médico para o filho, ao jovem que encontra no Pé-de-Meia a oportunidade de permanecer na escola, ao idoso que depende do Farmácia Popular para continuar seu tratamento e às famílias que contam com programas sociais para viver com dignidade.

O combate à fome também integra esse cenário. Em 2025, durante o terceiro mandato de Lula, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), resultado mantido em 2026. Um avanço que reforça a importância de políticas públicas voltadas à redução da pobreza e da insegurança alimentar.

O papel social da Caixa

Para a Fenae, a vitória de Lula também representa o fortalecimento das políticas sociais, da valorização da Caixa pública e social e de seus empregados. O banco desempenha papel fundamental na execução de programas como o Bolsa Família, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida, levando renda, educação e acesso à moradia a milhões de brasileiros.

“A Caixa tem um papel fundamental na vida de milhões de brasileiros. Está presente no acesso à moradia, na educação dos jovens, no pagamento de benefícios sociais e na proteção dos trabalhadores. Nosso compromisso é continuar valorizando os empregados e fortalecendo a missão pública do banco, para que ele siga cumprindo seu papel no desenvolvimento do país”, destaca Takemoto.

A entidade apresentou à coordenação da campanha de Lula o documento A Caixa que o Brasil precisa - 2027/2030, elaborado em parceria com a Contraf-CUT. A publicação reúne propostas para fortalecer o caráter público do banco, valorizar seus trabalhadores e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social do país.

“Em um país marcado por tantas lutas pela liberdade e pela justiça social, a democracia se manifestou nas urnas. E é ela que vamos reduzir desigualdades, garantir recursos para a saúde e a educação, combater a violência contra as mulheres, valorizar o trabalho e assegurar que as conquistas sociais cheguem a quem mais precisa, com a Caixa pública e social”, finalizou o presidente da Fenae.