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26/05/2021 16:40 / Atualizado em 26/05/2021 20:12

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Vacina Já: falta de insumos atrasa vacinas e compromete cada vez mais a imunização dos brasileiros

Segundo a médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo, para atingir a imunidade coletiva o Brasil precisa vacinar pelo menos 70% da população

O Brasil ainda está longe de atingir o percentual mínimo de vacinação para alcançar a imunidade coletiva contra a Covid-19. A desorganização do governo, amplamente divulgada pela imprensa, para adquirir as vacinas e os atrasos na entrega dos imunizantes por falta do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) são os fatores que impactam a campanha de imunização dos brasileiros. 

A necessidade de imunização também passa pelos empregados da Caixa, expostos à contaminação enquanto realizam o pagamento do auxílio emergencial e outros benefícios sociais que ajudam a população enfrentar a crise causada pela pandemia. Além disso, sem a vacinação, as agências podem se tornar vetores de disseminação da Covid-19, e atingindo a população que aguarda atendimento, especialmente as pessoas de mais baixa renda que não estão nos grupos prioritários de imunização. 

A campanha Vacina Já, da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), pede a vacinação para todos e a inclusão dos bancários no grupo prioritário. O presidente da entidade, Sergio Takemoto, se preocupa com a vulnerabilidade dos trabalhadores diante da possibilidade de uma terceira onda.  

“Os cientistas já têm alertado para uma possível terceira onda ainda mais letal, e o presidente insiste em dizer que a pandemia está acabando. Enquanto a pandemia prolonga a crise econômica, os empregados da Caixa continuam expostos ao vírus para atender a população que precisa do Auxílio Emergencial”, disse Takemoto. 

Especialistas da saúde já falaram sobre a importância da prioridade na vacinação para trabalhadores de atividades essenciais, como os bancários da Caixa.  

IFA 

 Hoje o Brasil é totalmente dependente da China e da Índia para obter esses insumos. Respectivamente, os países são os fornecedores do IFA para o Instituto Butantan, que produz a Coronavac, e para a Fiocruz, que fabrica a vacina da Oxford/AstraZeneca. 

Apesar de existir um acordo com os países para transferência da tecnologia de fabricação dos IFAs, esta etapa ainda não foi concluída. O IFA é a matéria-prima, o principal componente para a fabricação das vacinas. Ele é o responsável por estimular a produção de anticorpos no organismo em caso de contaminação.  

No dia 20 de maio, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) interrompeu a produção das vacinas Oxford/AstraZeneca por falta desses componentes. O Instituto Butantan já havia paralisado a fabricação da Coronavac no dia 14, pelo mesmo motivo.  

O diretor do Butantan, Dimas Covas, atribuiu o problema à “falta de alinhamento” do Governo com a China. O presidente Bolsonaro tem criado um mal-estar com o país a partir insinuações de que a China teria criado o coronavírus em laboratório propositalmente. 

A Fiocruz retomou a fabricação da vacina nesta terça-feira (25), após uma nova remessa do IFA que chegou da China no sábado (22). A quantidade é suficiente para produzir 12 milhões de doses. 

De acordo com o Butantan, três mil litros de insumos chegaram da China também nesta terça-feira e a produção será retomada no mesmo dia. O volume equivale a 5 milhões de doses. Depois da entrega do IFA, as vacinas demoram cerca de 20 dias para ficarem prontas.  

O atraso na entrega dos insumos compromete o cronograma de vacinação e adiam a retomada de uma vida mais próxima da normalidade com a imunidade coletiva. Segundo a médica pneumologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo, para atingir a imunidade coletiva o Brasil precisa vacinar pelo menos 70% da população. “Sem isso não dá para relaxar nenhuma medida pessoal nem coletiva”, disse a pesquisadora, em entrevista à CNN Brasil.  

O início da vacinação no Brasil começou no dia 18 de janeiro. Em mais de 4 meses, o país não imunizou, sequer, 10% da população. Dados do Ministério da Saúde atualizados nesta segunda-feira (24) mostram que 18,9 milhões de brasileiros receberam a segunda dose da vacina. O total de brasileiros, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 211,7 milhões de pessoas.

 

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