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26/08/2021 14:27 / Atualizado em 26/08/2021 16:37

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“Temos agora a segurança que não tivemos em mais de um ano de pandemia”, diz empregado vacinado com doses destinadas aos bancários

Jonathan, empregado Caixa no Amapá, atuou na linha de frente desde o início do pagamento do auxílio emergencial. Ele lembra das dificuldades no trabalho e da perda de colegas para a Covid-19

 

Desde o início deste ano, com o começo da vacinação contra a Covid-19 no país, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) realiza ação para informar sobre medidas de segurança e a importância da oferta de imunização. A luta das entidades sindicais e associativas, junto aos empregados, deu resultados e a categoria foi incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI). Embora não tenha iniciado com a pressa necessária para salvar vidas perdidas pela doença e paralisia do governo, os empregados Caixa que atuam na linha de frente começam a se sentir mais seguros para desempenhar seu trabalho depois da imunização.  

É o que sente Jonathan Trindade do Nascimento, técnico bancário na agência de Macapá, a principal da Caixa no estado do Amapá. Em maio, a Câmara Municipal aprovou a inclusão dos empregados do banco no grupo prioritário de vacinação em Macapá. 

“Me sinto mais seguro com toda a certeza. Temos agora a segurança que não tivemos em mais de um ano de pandemia. E penso que se a gente fosse incluído no grupo prioritário logo no início da vacinação, seria um incentivo para trabalhar com mais vigor e segurança nos propósitos sociais da Caixa. Depois da vacinação e, claro, mantendo os cuidados, a gente se sentiu muito mais tranquilo em voltar para casa depois do dia de trabalho ”, explica Jonathan, que atua na linha de frente desde o início do pagamento do auxílio emergencial e está imunizado com as duas doses da vacina.  

Jonathan conta que houve um esforço para sensibilizar as autoridades locais sobre a necessidade de vacinar os bancários. “Perdemos dois colegas que também atuavam na linha de frente em menos de 15 dias. Fizemos um apelo muito grande e o prefeito entendeu que era realmente uma prioridade, e até questão de humanidade, vacinar os bancários da Caixa”. 

Ao lembrar dos dias mais difíceis, ele fala dos problemas para conseguir Equipamentos de Proteção Individual (EPI), que demoraram a chegar nas agências no início da pandemia. A aquisição dos materiais também foi fruto da pressão das entidades ao Governo e à direção do banco. “Demoraram muito para chegar. A gente teve que procurar soluções caseiras. Aqui no Amapá nós tivemos desabastecimento de álcool gel e máscaras no estado”, disse. O Amapá não tem ligação rodoviária com outro estado brasileiro, o que dificultou a chegada do material.  

“Muitos colegas foram contaminados nas filas e até na própria agência. A gente sabia que era um local insalubre. Precisávamos realmente nos proteger”. Jonathan também foi infectado pela Covid-19.  

Um vídeo enviado por Jonathan mostra a aglomeração na agência no início do pagamento do auxílio emergencial. Junto aos colegas, percorria filas, recepcionava a população para explicar o funcionamento do calendário. Os empregados da Caixa não pararam de atender presencialmente durante toda a pandemia.  

“Foi bem difícil. No entanto, a gente sabia que o auxílio era fundamental, pois as pessoas não tinham renda nenhuma, não tinham o que comer e estavam desesperados. Para se ter uma ideia da magnitude do serviço que prestamos, nos tornamos a segunda maior fonte pagadora do estado durante o pagamento do auxílio emergencial”, contou. E disse que a missão do empregado Caixa “também é essa, de ajudar”.  

Embora o auxílio emergencial deva terminar, o trabalho de ajuda não tem fim, pois a população continua precisando da Caixa para outros benefícios sociais operados pelo banco. “Temos agora a segurança que não tivemos em mais de um ano de pandemia. Se precisar de terceira dose, vamos tomar também. Aqui não tem negacionismo, as vacinas são cientificamente comprovadas, é o que temos para nos proteger e proteger ao outro”. 

Até o dia 23 de agosto, de acordo com o governo do estado, o Amapá tinha mais de 122 mil casos da doença, com quase 2 mil mortes. O estado, por meio da Caixa, pagou mais de R$ 1 bilhão em auxílio emergencial.

 

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