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22/07/2020 19:08 / Atualizado em 23/07/2020 09:18

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Sucesso de crítica, 'Não Toque em Meu Companheiro' traça paralelo entre neoliberalismo da década de 1990 e de agora

Documentário coproduzido pela Fenae está disponível em plataformas streaming e resgata história de luta do movimento sindical dos bancários

O documentário 'Não Toque em Meu Companheiro' desnuda as conexões entre as políticas neoliberais da era Collor e a atual agenda ultraliberal da extrema-direita. Esse paralelo tem sido um dos pontos destacados pela mídia, que segue tecendo elogios ao longa metragem coproduzido pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e dirigido pela cineasta Maria Augusta Ramos, a Guta Ramos.  

No jornal Estado de Minas, em edição desta quarta-feira (22), o jornalista Paulo Galvão ressalta as semelhanças de tom entre as propagandas políticas e pronunciamentos do ex-presidente Collor e do atual presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Leia a crítica aqui.

O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, destaca que a reação positiva ao documentário em meio à medidas para vender a Caixa mostra a importância de relembrar a história de luta dos bancários. 

"Não é à toa que nos mantemos mobilizados em defesa dos empregados e da Caixa 100% pública. Sem nossa luta, os direitos são subtraídos e a população, que precisa do banco público, fica desamparada. Como na década de 1990, este governo repete os ataques aos direitos dos trabalhadores e tenta privatizar o único banco totalmente público do País, tão essencial para a população e para retomar a economia durante e após a crise”, defende o dirigente.

A edição de O Globo de terça-feira (21) trouxe matéria de Gustavo Cunha que também deu ênfase ao panorama composto pelo filme sobre consequências de políticas neoliberais nas relações trabalhistas no Brasil. O texto destaca que a história do documentário "serve de pontapé para a narrativa que sugere reflexões abrangentes, com viés crítico, sobre temas como privatização de bancos públicos, capitalização da previdência e individualização das negociações trabalhistas, algo enfocado com um olhar que parte da contemporaneidade". Leia a crítica aqui.

A Folha de S.Paulo, na edição de sábado (18), foi outro veículo a reforçar o paralelo as políticas neoliberais da década de 1990 e as atuais. "A obra critica o que chama de política neoliberal dos governos Collor e Bolsonaro e busca traçar um paralelo entre as duas gestões por meio de críticas públicas da filósofa Marilena Chauí, professora da USP e historicamente ligada à esquerda", escreveu o jornalista Ivan Martinez-Vargas em matéria de página inteira no caderno Mercado. Leia a matéria aqui.  

O filme

'Não Toque em Meu Companheiro' reconstrói a história de luta e solidariedade dos empregados da Caixa durante a greve dos bancários em 1991. Lançado no dia 15 de julho passado em plataformas de streaming, o documentário é um símbolo de resistência ao obscurantismo em vigor em duas frentes: valorização da produção audiovisual brasileira e do movimento sindicalista. Duas áreas que têm sido sistematicamente atacadas pelo governo de extrema-direita que por ora governa o Brasil.

Em tela, a narrativa sobre a perseguição e demissões injustas de 110 empregados que decidiram manter a paralisação e lutar pelos direitos da categoria. Durante mais de um ano, estes trabalhadores e suas famílias sobreviveram graças à união e solidariedade de colegas do banco, que se mobilizaram para amparar financeiramente os demitidos, até que fossem reintegrados à Caixa, em 1992.

Como assistir 

"Não Toque em Meu Companheiro" poderá ser assistido em cinco plataformas de streaming aos preços de R$ 6 (FilmeFilme), R$ 6,45 (Vivo Play), R$ 7,45 (Net Now), R$ 9,99 (Looke) e R$ 12,90 (Oi Play). Em breve, o documentário também estará no iTunes (R$ 14,90) e no Google Play (R$ 6,90). 

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