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17/05/2010 09:05 / Atualizado em 17/05/2010 09:18

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SP: categoria bancária faz ato no Dia Mundial de Combate à Homofobia nesta segunda-feira

Data marca a vitória do movimento que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da OMS, em 17 de maio de 1990

Fenae Net

Por iniciativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, os bancários paulistas organizam ato para marcar o Dia Mundial de Combate à Homofobia, que acontece nesta segunda-feira, dia 17 de maio. A concentração está marcada para o meio-dia, na Praça do Patriarca. A data marca a vitória do movimento que conseguiu retirar a homossexualidade da classificação internacional de doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 17 de maio de 1990.

A atividade do Seeb/SP também visa intensificar a luta para que o Congresso Nacional aprove o projeto de lei 122, que torna crime a violência contra homossexuais. O ato esquenta ainda as baterias da primeira marcha LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais), que será realizada no dia 19 de maio, quarta-feira, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar os parlamentares. Trata-se, na verdade, do primeiro grito nacional pela cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais e contra a homofobia. O objetivo é consolidar uma agenda comum de ações direcionadas à população LGBT no Brasil.

No decorrer do ato do Seeb/SP, a população vai receber a cartilha LGBT, elaborada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT). Sob o título “Conhecer, entender e respeitar sim...Discriminar não”, o material tem caráter didático e apresenta textos sobre orientação sexual, preconceito, além de retratar a luta do movimento dentro do ambiente sindical.

Hoje, no Brasil, a categoria bancária é referência na luta contra a homofobia em relação ao mundo do trabalho. Os avanços conquistados pelos bancários, como a isonomia de tratamento para homoafetivos, garantida na Convenção Coletiva de Trabalho assinada no ano passado, vêm despertando o interesse de diversas secretarias de direitos humanos pelo país.

Mas no Brasil como em outros países pelo mundo, os trabalhadores continuam sendo prejudicados com o preconceito no ambiente corporativo, existindo até mesmo casos de demitidos com base em sua orientação sexual. Nos países africanos, por exemplo, a manifestação pública de orientação sexual é vista como crime. Agora em maio será votado um projeto de lei em Uganda, que, se aprovado, poderá condenar as pessoas declaradamente homossexuais à prisão perpétua ou até mesmo à pena de morte.

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