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09/11/2019 13:26 / Atualizado em 11/11/2019 15:10

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Seminário em Florianópolis discute Previdência e Saúde do trabalhador da Caixa

Funcef, adoecimento mental e saúde do trabalhador da Caixa foram os temas centrais da primeira parte do seminário

Neste sábado (9), em Florianópolis, dirigentes sindicais, empregados e aposentados da Caixa participaram do Seminário Regional de Saúde e Previdência do Trabalhador da Caixa. Participaram representantes da Fenae, da própria Apcef/SC e da Seeb.

O presidente da Apcef/Sc, Marco Zanardi, abriu o evento falando da importância de eventos como este, onde se cria um espaço para que os trabalhadores possam se informar e tirar suas dúvidas sobre assuntos tão importantes para todos.

O dia começou com o assessor atuarial e de previdência da Fenae, Paulo Borges, falando sobre o cenário atual da previdência complementar fechada. Borges explicou que alguns movimentos do governo afetam o modelo atual, como o PLP 268 que pretende alterar as Leis Complementares 108 e 109, que definem o regime complementar fechado, para diminuir a representação dos participantes nas EFPC e a resolução 25 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (GPAR) que traça diretrizes para o patrocínio de planos de benefícios fixando em 8,5% da folha de salário de participação e dando à patrocinadora a oportunidade de avaliar, de dois em dois anos, se a gestão dos planos de benefícios deve continuar com a Funcef.

Os resultados da Funcef referentes ao balanço de 2018 e acumulado deste ano também foram apresentados no primeiro painel do seminário. As mudanças entre o resultado positivo do balanço de 2018 e do aumento do deficit acumulado durante o ano vigente. Borges citou a concentração excessiva em renda fixa como um dos fatores que mais impactaram os resultados da fundação, agravado ainda mais neste cenário de queda da taxa básica de juros.

No segundo painel do dia, o assessor de Saúde do Trabalhador da Fenae, Plínio Pavão apresentou os números do Saúde Caixa e demostrou que a manutenção da assistência à saúde dos trabalhadores da Caixa, nos moldes que existe hoje, o Saúde Caixa, depende da luta contra a fixação do teto contribuição da patrocinadora em 6,5% da folha de pagamento do banco.

Plínio destacou ainda as inconsistências nos números apresentados pelo banco e ressaltou que a Caixa não arcou com a parcela cabida a ela no recente deficit apresentado. Plínio encerrou o dia falando que defender o direito do empregado é também defender a Caixa porque o modelo que quer retirar os direitos dos empregados é também o plano de privatizar as estatais federais.

O dia terminou com a apresentação dos resultados da pesquisa de saúde realizada com ativos e aposentados da Caixa. Plínio lembrou que transtornos psicológicos e emocionais estão diretamente ligados a sobrecarga e a um modelo de gestão que estimula o assédio. A pesquisa mostra que 33,1% dizem ter sofrido algum problema de saúde decorrente do trabalho nos últimos 12 meses e quase 87% dos ativos sabem de situações de assédio moral ocorridas também com outros colegas do banco.

Plínio destacou também que os episódios de assédio moral costumam ser subnotificados. Só foram registrados junto ao departamento de Recursos Humanos em 3,1% dos casos.

Pavão apresentou o projeto de prevenção ao adoecimento mental no trabalho, lançado pela Fenae para propor ações sindicais que tenham como alvo a prevenção de agravos à saúde por meio da implementação de melhor condições de trabalho no ambiente bancário da Caixa.

O projeto tem a coordenação da pós-doutora, psicóloga e professora da UnB, Ana Magnólia Mendes e faz parte da campanha “Não Sofra Sozinho” lançada para criar uma rede de proteção entre os trabalhadores e promover a solidariedade entre os colegas.

A Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, reforçou a importância de se continuar tratando o tema da Saúde Mental “O Setembro Amarelo acabou, mas as entidades representativas dos trabalhadores da Caixa têm de tratar desse tema o ano inteiro. O adoecimento mental é uma triste realidade e nós temos o importante papel de contribuir para a melhora dessa realidade. Quero reforçar que a Fenae está à disposição para esclarecer e contribuir para o debate sobre o tema.”, reforça Fabiana.

Os seminários sobre Saúde e Previdência vão ocorrer em várias cidades brasileiras e o próximo acontecerá, em parceria com a Apcef Pernambuco, no dia 26 de novembro, em Recife.

  

 

 

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