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11/05/20 20:31 / Atualizado em 11/05/20 20:41

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Sem planejamento, governo ainda não divulgou datas do pagamento da 2ª parcela do auxílio emergencial

A Fenae e as entidades que representam os empregados da Caixa mantém cobrança por mais organização do governo e da direção do banco para evitar as filas nas agências

Após duas semanas do prazo anunciado, o governo federal ainda não tem o calendário de pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial. Na última previsão frustrada, o calendário estava sendo esperado para sexta-feira (8). A falta de planejamento do governo federal é evidente com as filas e aglomerações na porta das agências da Caixa e com as dificuldades na comunicação e execução do cronograma. No mês passado, o Ministério da Cidadania chegou a divulgar a antecipação do pagamento, mas teve que recuar por não saber se teria dinheiro para pagar a população.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, falta organização ao governo e à direção da Caixa. De acordo com ele, este  governo  não conhece a realidade brasileira e subestimou o número de pedidos para o benefício. Além disso, comete erros de organização, como não lançar uma campanha efetiva de comunicação dirigida aos beneficiados e centralizar todo o pagamento na Caixa, provocando as aglomerações. A Caixa  já pagou o auxílio emergencial a 50 milhões de beneficiados, dos quase 100 milhões que solicitaram o recurso.  “O clima de indefinição para o pagamento da segunda parcela, por exemplo, deixa as pessoas desorientadas e elas buscam informações nas agências da Caixa. É essa falta de organização que tem prejudicado o trabalho dos empregados da Caixa e a população”, afirmou.

Ainda no início do cadastramento, o Ministério da Cidadania e a direção da Caixa divulgaram que a segunda parcela seria paga entre os dias 27 e 30 de abril e a terceira entre 26 e 29 de maio. Mais tarde, em 20 de abril, houve o anúncio de antecipação do pagamento, que seria feito no dia 23 de abril, mas nada foi cumprido.

Em nota, o Ministério da Cidadania alegou fatores legais e orçamentários para não efetuar o pagamento, além do alto número de pedidos para receber o auxílio emergencial. Segundo o ministério, seria necessário a abertura de crédito suplementar para garantir a antecipação da parcela e o pagamento da primeira.

A Fenae e as entidades que representam os bancários reivindicam, desde o início da pandemia, mais clareza do governo federal e da direção da Caixa. Carente de informação, a população continua indo até as agências para saber mais sobre o auxílio emergencial. Uma campanha para ajudar a população a entender mais sobre o auxílio emergencial é uma das reivindicações das entidades.

A descentralização é outro ponto importante que tem sido reivindicado. Após muita pressão das entidades, o Ministério da Cidadania anunciou na última quinta-feira (7/05) que os Correios devem ajudar no cadastro do auxílio emergencial. Mas a parceria ainda deve ser firmada.

“É fundamental que outros bancos também façam o pagamento do auxílio emergencial. A Caixa está fazendo o papel dela como banco público. Mas, ao invés de buscar soluções definitivas como descentralizar o atendimento, ampliar os investimentos em TI e contratar mais empregados, a direção do banco está sobrecarregando os trabalhadores e aumentando o risco de contágio do Covid-19”, criticou Takemoto.

  

 

 

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