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10/03/2020 18:35 / Atualizado em 11/03/2020 14:36

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Saúde mental: Modelo de gestão da caixa adoece trabalhadores

O atual modelo de gestão do banco incita o assédio moral e negligência casos de transtornos mentais

A Caixa, maior banco público do país, continua ignorando as estatísticas e indo na contramão das políticas públicas de saúde mental. Segundo a psicóloga, Ana Magnólia Mendes, que está coordenando o projeto da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) contra o adoecimento mental, o bancário se sente sozinho e desamparado. Os dados têm apontado sentimentos de tensão, incapacidade de relaxar, irritabilidade, inquietação, vontade de desistir de tudo, sentimento de que não vale a pena viver, entre outros.

O modelo de gestão da Caixa incita o assédio moral e negligência o problema tentando descaracterizar a relação do adoecimento com o trabalho. Denúncias de agressões verbais, ameaças de demissão, desvio de função, constrangimento público e metas abusivas são, infelizmente, velhas conhecidas dos trabalhadores do banco.

A pesquisa encomendada pela Fenae revelou que mais da metade (53,6%) disseram ter passado por ao menos um episódio de assédio moral.  Quase 20% dos empregados ativos revelaram ter depressão ou ansiedade, nos aposentados o índice é de 4%.  O número de funcionários que buscam acompanhamento regular psicológico ou psiquiátrico é de 19,6%.

A falta de informação e de políticas verdadeiramente eficazes na prevenção de doenças mentais provenientes do trabalho se reflete em como o mercado de trabalho enxerga a questão. Uma recente pesquisa realizada pela consultoria Mercer Marsh Benefícios, aponta que mais empresas estão investindo em programas de saúde mental para os empregados e cita ações paliativas como salas de descompressão, meditação e massagens como ações de combate.

Das 611 empresas que participaram do levantamento, nenhuma se mostrou preocupada com modelos de gestão abusivos e políticas que deterioram a saúde do trabalhador, padrão seguido pela Caixa.

“Doenças psiquiátricas são terceira causa de afastamento do trabalho no país. É importante que se crie políticas de saúde preventivas e não reativas quando a situação já estiver fora de controle. Os bancários precisam de um ambiente saudável sem sobrecarga, assédio moral e sem medo de perder o emprego”, enfatiza a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus.

Não Sofra Sozinho

A Fenae lançou no ano passado a campanha “Não Sofra Sozinho”, projeto de prevenção ao adoecimento mental no trabalho com coordenação da pós-doutora, psicóloga e professora da UnB, Ana Magnólia Mendes.

O estudo, que já começou a ser executado, vai debater o impacto da reestruturação da Caixa em suas diversas formas para a saúde mental dos trabalhadores bancários da Caixa, discutir estratégias para implantar um serviço de assistência ao bancário em sofrimento e realizar pesquisa qualitativa com os bancários da Caixa.

Além disso, a campanha subsidia os dirigentes da Fenae e Apcefs para proposição de políticas e práticas sindicais e institucionais eficientes de prevenção das psicopatologias do trabalho.

A campanha de conscientização da Fenae é permanente. Se você sofrer ou presenciar alguma atitude abusiva por parte dos gestores com você ou algum colega, denuncie à Apcef e ao sindicato! Não Sofra Sozinho!

 

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