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30/04/15 08:08 / Atualizado em 30/04/15 13:53

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Reunião do CD da Funcef é marcada por impedimento a jornalista da Fenae

Fenae vai requerer que a decisão, motivada pelo “incômodo” do conselheiro eleito Herbert Otto Homolka, seja revertida. Entidade destaca que sempre divulgou as informações das reuniões com transparência, ética e responsabilidade

O Conselho Deliberativo da Funcef rejeitou, por ampla maioria, em reunião realizada nesta quarta-feira (29), a proposta de cessão de um empregado da Caixa Econômica Federal para a Fundação. Por indicação do diretor eleito Max Mauran Pantoja da Costa, ele seria nomeado para uma coordenação na Diretoria de Planejamento e Controladoria (Dipec).

O problema é que o fundo de pensão arcaria com o salário do empregado cedido que, no banco, é de R$ 28 mil, bem superior ao do cargo que ocuparia na Funcef, de R$ 15 mil. “No momento em que se busca reduzir despesas, tal proposta é inadmissível, ainda mais partindo de um diretor que diz defender o controle dos gastos”, explica o conselheiro eleito Antônio Luiz Fermino.

“É para esconder dos participantes situações absurdas como essa que os conselheiros eleitos em maio, com o apoio dos indicados pela patrocinadora, decidiram que as reuniões do CD não serão mais acompanhadas pela nossa Assessoria de Imprensa e pela subseção do Dieese. Vamos requerer, formalmente, que isso seja revertido”, afirma Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae e ex-conselheira deliberativa eleita da Funcef.

Nesta quarta-feira, a jornalista da Federação e o assessor da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos foram impedidos de acompanhar as discussões. O conselheiro eleito Herbert Otto Homolka - o mesmo que informou na ficha de candidato que morava em Recife (PE) e, depois de eleito, pediu ressarcimento para passagens internacionais a fim de estar presente nas reuniões - alegou estar “incomodado” com a presença dos profissionais das duas entidades.

O acompanhamento dos encontros do CD pela Assessoria de Imprensa da Fenae é feita há quase 20 anos, sempre com ética e responsabilidade, no intuito de manter informados os participantes da Funcef e garantir a transparência da gestão. Em nenhum momento, as informações divulgadas nos veículos da Federação e de outras entidades do movimento associativo e sindical causaram danos à imagem da Funcef.

Desde que tomaram posse, em junho do ano passado, os conselheiros Gilson Tavares Costa e Herbert Otto Homolka tentavam cercear a atuação da Comunicação da Fenae e do Dieese. “Essa medida é uma falta de respeito com os participantes do fundo de pensão, o que causa profunda indignação. Que transparência é essa defendida por esses conselheiros?”, questiona o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Para Natascha Brayner, diretora de Comunicação e Imprensa da Federação, cercear o acesso das entidades às reuniões do Conselho Deliberativo é um ato antidemocrático e inaceitável. “Mais ainda quando parte de diretores e conselheiros que foram eleitos pelos empregados pregando, como bandeira de campanha, a necessidade de transparência. O que eles querem esconder? A Funcef é dos participantes. Não aceitaremos essa agressão ao direito de informação, que é, antes de tudo, uma garantia constitucional”, observa.

Conselheiros
O Conselho Deliberativo da Funcef aprovou a prorrogação, por um ano, do prazo de validade do banco de aprovados do Processo de Seleção de Conselheiros (PSC) para empresas nas quais a Fundação tem participação.

Invepar
Os resultados de 2014 da Invepar, na qual a Funcef tem 25% de participação, foram apresentados pelo presidente da empresa, Gustavo Rocha. A Invepar detém ativos de mobilidade urbana, aviação e concessionárias que administram rodovias, entre eles o consórcio que opera o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (SP).

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