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06/12/2016 07:16 / Atualizado em 06/12/2016 07:47

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Reivindicação a ser reforçada no GT é o fim do caixa-minuto

Para os representantes dos empregados, atuação especializada dos cerca de 13 mil caixas que exercem a função no país inteiro não pode ser substituída por trabalhadores múltiplos

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“As entidades não querem negociar trabalho sobre demanda. Qualquer trabalho diferente que a Caixa queira implantar para substituir o trabalhador especializado, como o caixa, nós não vamos admitir”. A afirmativa é de Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que integra o Grupo de Trabalho que está discutindo o fim do caixa-minuto. O GT paritário, formado por representantes da Contraf-CUT e da Caixa Econômica Federal, que está discutindo a versão 33 do RH 184, terá a terceira reunião nesta quarta-feira, 7 de dezembro.

Os representantes dos trabalhadores defendem que a função de caixa, exercida atualmente por cerca de 13 mil empregados no país, é diferenciada de qualquer outro banco, tendo em vista as especificidades das operações que somente a Caixa opera. Como exemplo destacam-se o atendimento ao trabalhador com as demandas do FGTS, do seguro desemprego, crédito imobiliário e das operações específicas das políticas públicas.

“Na Caixa, o empregado trabalha com valores diferenciados em relação aos dispensados nos bancos privados. A estratégia da empresa é se digitalizar ter trabalhadores múltiplos. Se hoje acontece com o caixa, amanhã acontecerá com o tesoureiro, com o avaliador. Dentro da perspectiva de espiral para baixo, de retirada de funções, a Caixa vai querendo tornar o trabalhador múltiplo. Mas não vamos admitir a retirada de direitos conquistados com tantas lutas”, frisa Dionísio Reis.

As entidades representativas temem o desmonte das agências físicas e a prioridade dada ao mercado, ao invés dos cidadãos. Nas primeiras reuniões do GT, a pedido dos empregados, o banco esclareceu sobre os reflexos nos salários de quem fica como caixa-minuto.  Quando o empregado ficar duas horas na função, por exemplo, a hora extra será calculada sobre a remuneração base mais o reflexo do tempo que ficou como caixa-minuto; o 13º será proporcional à fração em que trabalhou na função, há reflexo também sobre o descanso semanal remunerado. O mesmo não acontece no caso das férias, das conversões da APIPs e licença-prêmio.

Os representantes dos trabalhadores pediram que a Caixa fizesse um comparativo de custos sobre os casos em que os empregados que atuem como caixas-minuto todos os dias e a remuneração anterior à sua criação. “Eles informaram que o custo é muito parecido, o sentido dessa mudança só pode ser instituir o trabalho sob demanda na caixa e desfigurar o papel do banco", afirma Dionísio Reis.

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