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19/07/19 08:19 / Atualizado em 19/07/19 17:34

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Reestruturação: Fenae e Contraf-CUT voltam a cobrar suspensão do processo

Os representantes dos trabalhadores reforçaram os prejuízos causados pelas realocações compulsórias

Em reunião, nesta quinta-feira (18), representantes dos empregados e da Caixa Econômica Federal voltaram a reivindicar a suspensão do processo de reestruturação que o banco está implementando unilateralmente. Fruto da audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho, ocorrida no dia 10 de julho, o encontro de hoje contou com a presença de dirigente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que cobraram soluções para as realocações compulsórias que estão prejudicando dezenas de trabalhadores e esvaziando áreas estratégicas do banco.

“A Caixa vem utilizando-se de um processo de assédio para obrigar os trabalhadores a saírem, sem negociação e sem transição. Nossa reivindicação é para que esse processo seja imediatamente interrompido ou suspenso”, destaca o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira. Segundo ele, existe um completo desrespeito em relação aos empregados que estão sendo transferidos arbitrariamente.

Para Sérgio Takemoto, secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidente da Fenae, o processo de reestruturação em curso atua como uma caça às bruxas. “A direção do banco se nega a fazer a suspensão e tampouco busca estabelecer critérios para a realocação, que levem em conta a valorização profissional”, ressaltou.

Na avaliação dos representantes das entidades do movimento associativo e sindical, o processo que a Caixa denomina “equalização da força de trabalho” é uma desestruturação do banco público, pois estão sendo esvaziadas áreas estratégicas que envolvem conhecimento e não supre a falta de empregados das agências.

“Exemplo claro de prejuízo são os colegas com experiência e saber especializado que estão sendo transferidos e consequentemente as áreas estão perdendo conhecimento, como as áreas de habitação e TI”, disse Fabiana Uehara, secretária de Cultura da Contraf-CUT e representante da Confederação nas negociações com o banco.

A Caixa manteve a posição de dar continuidade a realocação de empregados e se propõe a tratar as pontualidades apontadas pelo movimento sindical. Nova reunião ficou agendada para a próxima semana.

 

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