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29/11/07 05:17 / Atualizado em 13/12/08 10:55

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Provisões afetaram o balanço da Caixa

A inadimplência e o provisionamento de valores referentes a 145 mil ações judiciais sobre perdas de planos econômicos foram os dois motivos alegados pela presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, para o mau resultado do terceiro trimestre na instituição. O lucro do banco (R$ 62,5 milhões) caiu 89% em relação ao mesmo período do ano passado, o que significa desempenho muito inferior aos concorrentes diretos. De janeiro a setembro, a Caixa acumulou lucro de R$ 1,77 bilhão, valor 8,1% menor que o dos nove primeiros meses de 2006.

Maria Fernanda garantiu ontem que, apesar do resultado do terceiro trimestre, o banco está respeitando as metas do controlador (Ministério da Fazenda) e também está enquadrado nos limites previstos nas normas do Banco Central. Ela informou que 72% da carteira têm os menores riscos (classificação AA ou A), mas que, com a expansão das operações é normal ocorrer um aumento na taxa de inadimplência.

"Tudo está dentro das margens de segurança. Somos conservadores na avaliação de risco. Nos últimos seis ou sete anos, evoluímos muito na governança", justificou a presidente da Caixa.

A inadimplência na instituição é maior porque, segundo Maria Fernanda, a Caixa opera onde os bancos privados não querem operar. Isso significa, nessa visão, apoiar as pessoas que têm baixa renda em operações de habitação e saneamento e também financiar micro e pequenas empresas para gerar emprego. A Caixa financia empresas com faturamento anual de até R$ 7 milhões

A presidente da Caixa disse que a instituição é fiscalizada com rigor pela Controladoria Geral da União (CGU), pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo Ministério Público Federal e pelas auditorias independentes.

A Caixa também anunciou ontem que vai ampliar em 20% a rede de casas lotéricas correspondentes. Atualmente, o banco tem 8.870 lotéricas associadas e esse número será expandido em até duas mil unidades em 2008. A prioridade é para os municípios e áreas desassistidas desse atendimento e o aumento da demanda. A última expansão dessa rede ocorreu em 1999. Além dos rincões, bairros em grandes cidades também serão beneficiados.

Segundo Maria Fernanda, a ampliação será dará por maio de licitações públicas regionais e poderá gerar 2 mil novos pontos.

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