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17/07/20 19:02 / Atualizado em 17/07/20 19:11

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Privatizações na Caixa serão acompanhadas pelo TCU

A decisão do órgão atende solicitação dos deputados federais Enio Verri e Erika Kokay e da Fenae

O Tribunal de Contas da União (TCU), atendendo pedido feito dos deputados federais Erika Kokay (PT-DF) e Enio Verri (PT-PR), com apoio da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), anunciou que vai acompanhar o IPO da Caixa Seguridade e Cartões. Para isso, o órgão de controle abrirá dois procedimentos específicos de acompanhamento das operações de abertura de capital dessas duas subsidiárias.

“Essa é uma decisão importante, porque acontece em um momento em que governo tem anunciado, repetidamente, a intenção de vender ativos do banco. Nosso entendimento é que a vender áreas como seguros e cartões faz parte de uma estratégia para fatiar e reduzir a Caixa e depois privatizar a empresa”, denuncia o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Em junho deste ano, a Fenae participou juntamente com os deputados Enio Verri e Erika Kokay de uma reunião no TCU para debater o assunto. Na oportunidade, os parlamentares apresentaram representação contra o presidente da Caixa Econômica Federal e questionaram a regularidade das operações. O pedido de sanção aos diretores e o pleito para interromper os processos de privatização foram rejeitados pelo tribunal, que decidiu abrir esses procedimentos de acompanhamento.

“Espero que a abertura desses processos faça diferença, espero que tenham olhar muito atento ao que está sendo feito, são ativos estratégicos. Solicitamos que fosse suspenso, uma vez que não entendeu dessa forma, esperamos que o acompanhamento possa evitar prejuízos que estamos vislumbrando”, avalia Erika Kokay.

O deputado Enio Verri lembra que, nesta quinta-feira (16), a Caixa enviou mensagem ao mercado informando que vai fazer o IPO de áreas estratégicas do banco (Seguridade e Cartões). “O governo está esquartejando a Petrobrás para vender os seus pedaços e agora quer fazer o mesmo com a Caixa. Temos que denunciar isso a sociedade brasileira, afinal a caixa tem um papel muito importante para a vida do povo brasileiro tanto como banco como um prestador de serviços à sociedade, basta ver o pagamento do auxílio emergencial”, disse o parlamentar.

O deputado, que é um dos autores Projeto de Lei 2715, que suspende as privatizações até 2022 por conta da pandemia do coronavírus, faz um outro alerta: “Vender setores da Caixa em um momento como esse significa vender por preço muito barato , porque o mercado não é comprador e esse comprador possivelmente deve ser algum amigo ou muito próximo do ministro Paulo Guedes ou seus próximos, que são todos especuladores do mercado financeiro. Nós entendemos isso como um absurdo, é um crime lesa pátria, que tem que ser denunciado”.

Papel Social

As entidades representativas defendem o fortalecimento da Caixa, ao invés da sua privatização como quer o governo Bolsonaro.  “Nós queremos a Caixa forte. Vendendo partes lucrativas, a Caixa não terá capacidade de executar todos os programas sociais tão importantes para a população, como o Minha Casa Minha Vida, o Fies e várias outras ações que são essenciais ao povo brasileiro”, acrescentou Takemoto.

Para se ter uma ideia, as loterias arrecadaram R$ 4 bilhões nos três primeiros meses de 2020, segundo dados divulgados pela Caixa. Cerca de R$ 1,5 bilhão foram transferidos aos programas sociais do governo federal nas áreas de seguridade social, esporte, cultura, segurança pública, educação e saúde, correspondendo a um repasse de 37,2% do total arrecadado.

Foto: Tribunal de Contas da União (TCU)

 

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