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21/10/11 08:05 / Atualizado em 21/10/11 08:05

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Pressão de sindicalistas adia votação do parecer sobre projeto de terceirização

A comissão especial que analisa o projeto de lei que visa regulamentar o trabalho terceirizado no Brasil (PL 4330/04) convocou para a próxima quarta-feira, 26 de outubro, nova reunião com representantes das centrais sindicais e de entidades patronais para que negociem mudanças no substitutivo apresentado pelo relator, deputado Roberto Santiago (PV-SP), aos 26 projetos sobre terceirização que tramitam na Câmara.

Na última quarta-feira, 19 de outubro, Roberto Santiago apresentou seu parecer, mas este não chegou a ser votado. Durante a sessão, dirigentes sindicais, que não foram consultados sobre o texto, fizeram pressão junto aos parlamentares para impedir a votação.

Para as lideranças sindicais, o parecer do relator com sugestões de substitutivo ao PL 4330-04, do deputado e empresário Sandro Mabel (PR-GO), amplia a precarização do trabalho no Brasil e é um retrocesso em relação à norma em vigor, que impede a terceirização nas atividades-fim.

No dia da votação do parecer, os sindicalistas visitaram gabinetes de líderes de bancadas pedindo que atuassem para que o texto não fosse apreciado. Segundo Artur Henrique, presidente da CUT, é inaceitável participar de uma audiência pública, falar durante 40 minutos, apresentar dados concretos sobre precarização, maior número de acidentes de trabalho e mortes de terceirizados, fazer propostas e não vê nada disso na proposta final. “O problema é que os deputados se trancam em uma sala e fazem acordos que não interessam à classe trabalhadora,” concluiu Artur. Para o presidente da CUT, o adiamento da votação foi uma vitória importante dos trabalhadores.

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