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28/03/2018 06:36 / Atualizado em 28/03/2018 06:52

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PLR paga na Caixa é fruto da luta dos trabalhadores e das entidades representativas

Ano após ano, a categoria tem conquistado a manutenção da PLR e da PLR Social. Na campanha salarial de 2018, a mobilização será fundamental para evitar a perda desse e de outros direitos

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A Caixa Econômica Federal creditou na noite desta terça-feira (27) a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para todos os empregados que tinham direito aos valores. O pagamento ocorreu menos de 24 horas após a direção do banco anunciar que o lucro líquido em 2017 foi de R$ 12,5 bilhões, o maior da história. De acordo com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016-2018, o crédito teria que ser feito até 31 de março.

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, é importante que os bancários compreendam o cenário atual e os desafios que virão. “A PLR como é paga na Caixa é uma das nossas conquistas históricas, que temos defendido ano após ano, com muita luta. Este ano não será diferente. Antes, o que existia era a chamada PRX, um plano atrelado ao cumprimento de metas, que deixava a maioria dos empregados sem receber nada”, destaca.

A atual PLR na Caixa é composta pela regra básica Fenaban, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2018, correspondente a 90% do salário mais R$ 2.243,58, limitado a R$ 12.035,71; parcela adicional, que representa 2,2% do lucro líquido dividido pelo número total de empregados em partes iguais, até o limite individual de R$ 4.487,16; e a PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores. Está garantida, no mínimo, uma remuneração base.

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Fenae, lembra que a PLR Social esteve ameaçada na campanha salarial de 2016. “No início das negociações, a direção da Caixa sequer mencionava a continuidade. Graças à mobilização, mantivemos esse modelo, conquistado em 2010, que valoriza a categoria por exercer tarefas relacionadas ao papel social do banco”, afirma.

Ainda na avaliação de Jair Ferreira, o pagamento da PLR é mais um exemplo de que a decisão de assinar o acordo coletivo de dois anos, em 2016, foi acertada. “No ano passado, o governo Temer endureceu as negociações e diversas categorias perderam direitos. Sem o ACT 2016-2018, o mesmo poderia ter ocorrido com os empregados da Caixa”, diz. Ele, porém, alerta: “teremos campanha salarial este ano, e a luta será fundamental para evitar retrocessos”.

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