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07/01/21 18:53 / Atualizado em 08/01/21 09:22

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Pesquisa revela que mais de 3 milhões de famílias viveram só com auxílio emergencial em novembro

Fenae e movimentos sindicais defendem o auxílio emergencial até o fim da crise sanitária para impedir os efeitos econômicos da pandemia

 

Um benefício que salvou muitas vidas. O auxílio emergencial foi essencial para manter as famílias atingidas pela pandemia que perderam o emprego e pequenos negócios durante a crise. O valor também foi fundamental para as cidades, conseguido evitar a paralização completa das economias. Segundo uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) divulgado na última quarta-feira (6), 3 milhões de famílias viveram só com o auxílio emergencial em novembro de 2020.  

A pandemia segue crescendo no Brasil. São mais de 7,8 milhões de contaminados desde o início da crise sanitária e o governo ainda não decidiu sobre o benefício. "É impressionante a desorganização e falta de planejamento desse governo. Dezenas de milhares de pessoas estão sendo jogadas na miséria. As famílias precisam desse benefício e o governo precisa dar voz para as reivindicações da Fenae e do movimento sindical", avaliou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Em novembro, 27,45% do total de domicílios do país permanecia sem nenhuma renda do trabalho efetiva, contra 27,86% registrados em outubro. De acordo com o estudo, 4,32% dos domicílios (cerca de 2,95 milhões) sobreviveram apenas com os rendimentos do auxílio emergencial no penúltimo mês de 2020. Esse resultado representa uma queda de 0,44 ponto percentual em relação a outubro, o que equivale a 300 mil domicílios. A proporção de domicílios exclusivamente dependentes do AE foi muito maior na região Nordeste.

Milhares na miséria

Com o fim do pagamento do auxílio emergencial, o governo federal ainda não sinalizou se irá manter o benefício. Os últimos pagamentos aconteceram na última semana de dezembro. Foram mais de 67 milhões de pessoas que receberam o auxílio emergencial e agora estão descobertas.

O resultado da crise combinada com a falta de políticas públicas efetivas já aparece. O Brasil atingiu 14 milhões de famílias na extrema pobreza, número que não aparecia desde 2014. Elas estão inscritas no Cadastro Único do governo federal e têm renda per capita de até R$ 89.

A Fenae e os movimentos sindicais e associativo defendem a continuidade do auxílio emergencial até o fim da pandemia.  "Quem mais sofre e continuará padecendo com esta crise sem precedentes e que tende a se arrastar no próximo ano é a população mais vulnerável”, ressalta o presidente da Fenae. “Nosso entendimento foi sempre para a continuidade do benefício até que a economia tenha horizontes mais claros”, defende Takemoto.

 

 

 

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