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18/05/20 16:55 / Atualizado em 18/05/20 17:13

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Pequenas empresas e MEIs têm dificuldades para acessar empréstimos

Pesquisa recente do Sebrae revelou que 60% dos donos de pequenos negócios tiveram crédito negado

As linhas de crédito oferecidas pelo governo até agora não estão sendo atrativas para socorrer alguns dos segmentos mais afetados pela crise econômica causada pela pandemia do novocoronavírus. É o caso das pequenas e médias empresas e os Microemprendedores Invididuais (MEIS) que apontam como causas da baixa procura pelos financiamentos taxas de juros elevadas e exigências de garantias. 

Dados da Febraban mostram que as concessões de crédito a pessoas jurídicas somaram R$ 322,9 bilhões entre 16 de março-data em que a Febrabran anunciou a possibilidade de prorrogação de parcelas de dívidas – e 30 de abril.  Isso representa uma alta de 75,5% na comparação com março e abril de 2019, considerando todos os bancos do país, inclusive os públicos. 

Do total de R$ 323 bilhões, R$ 247,5 bilhões são referentes a novas contratações. A maior parte delas (72,5%) foi realizada por grandes empresas. Outros R$ 61,9 bilhões são renovações, como por exemplo de linhas de capital de giro, que tiveram o vencimento adiado. Nesse caso, 65,4% das operações foram realizadas por médias, pequenas e micro empresas.

 Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, esse comportamento do setor deve-se ao clima de incerteza pós-pandemia. “Até agora o governo Bolsonaro tem se mantido insensível aos problemas gerados pela pandemia. Mesmo antes dessa crise, já não existia uma política voltada para o desenvolvimento econômico e social do País. Assim como demorou a socorrer milhões de brasileiros sem trabalho e renda, com o auxílio emergencial, o mesmo está fazendo com os segmentos econômicos mais vulneráveis e que serão importantes para retomada do crescimento econômico do Brasil”, alertou Takemoto. 

O dirigente lembra que os grandes bancos não tiveram que esperar muito pela “ajuda” do governo, que aliviou a tributação sobre os lucros das principais instituições financeiras do País. Ou seja, os bancos pagarão uma taxa menor sobre seus lucros registrados no ano passado. 

“O dinheiro não está chegando aonde tem que chegar, às pequenas empresas”, afirmou José Veloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) ao jornal Valor Econômico, na edição de 14 de janeiro. 

Dados divulgados pela Caixa Econômica Federal confirmam a avaliação de Veloso. Dos R$ 110 bilhões disponibilizados pelo banco público para as pequenas e médias empresas, apenas R$ 4,6 bilhões foram contratados no período entre 2 de março e 11 de maio. 

Também está abaixo do esperado as contratações da linha de crédito que o banco público está oferecendo em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com garantias do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (FAMPE).  Foram fechados contratos com apenas 915 empresas, no valor de R$ 82,1 milhões, quando o investimento previsto era de até R$ 7,5 bilhões. 

Segundo o banco, haverá mudanças nas avaliações das empresas para agilizar a liberação do crédito e a Caixa estuda a possibilidade de rever taxas de juros, dependendo das garantias. 

Uma pesquisa recente do Sebrae revelou que 60% dos donos de pequenos negócios que buscaram os bancos desde que o governo anunciou as medidas de auxílio tiveram crédito negado.

 

 

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