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25/05/20 20:45 / Atualizado em 25/05/20 20:49

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Pagamento do auxílio emergencial tem filas reduzidas em agências da Caixa

Após pressão das entidades sindicais e associativas, aglomerações diminuem nas unidades do banco

Desde o início do pagamento do auxílio emergencial, as entidades representativas dos trabalhadores da Caixa têm cobrando da direção do banco medidas para reduzir as aglomerações nas agências e, consequentemente, os riscos de contágio pelo coronavírus dos trabalhadores e a população. Somente, agora, passados mais de 40 dias da liberação do primeiro lote da renda mínima, é que o atendimento começa a desafogar.

Dentre os motivos apresentados pelo banco para a queda do fluxo de pessoas nas agências estão as melhorias realizadas no aplicativo CAIXA Tem que na primeira fase de pagamento apresentou problemas e a ampliação do calendário de pagamento.

A verdade é que o público beneficiário do pagamento do auxílio emergencial foi subdimensionado pelo governo. A demanda gerada pelo benefício foi de quase metade da população brasileira, ou seja, 100 milhões de pessoas, segundo admitiu o próprio presidente do banco, em entrevista à imprensa. Outros fatores como a centralização na Caixa e as dificuldades de acesso ao celular ou internet levaram ao quase estrangulamento do atendimento no banco.

Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, a população e os trabalhadores do banco foram vítimas da desorganização e irresponsabilidade do governo.

“Se, desde o início, nossas reivindicações como descentralização do pagamento, uma ampla e efetiva campanha de esclarecimento à sociedade e o envolvimento de outros segmentos para organizar o cadastro, tivessem sido atendidas, todo aquele caos teria sido evitado. Mas, o governo ainda insiste em manter o pagamento do auxílio centralizado na Caixa Econômica, colocando em alto risco a saúde de milhões de brasileiros”.

Conforme dados divulgados pela Caixa, 77% das movimentações do Auxílio Emergencial em contas sociais feitos na última sexta-feira (22) foram realizados pelo cartão virtual do banco, disponível no aplicativo Caixa Tem. Do total de 624,7 mil operações, 484,9 mil foram feitos pelo cartão virtual. O valor total retirado do dia foi de R$ 274,6 milhões.

Até o último sábado (23), a Caixa havia realizado o pagamento de R$ 85,5 bilhões entre primeira e segunda parcelas do Auxílio Emergencial, para 55,1 milhões de beneficiários.

O pagamento do auxílio emergencial continua nesta segunda (25) com créditos referentes à primeira parcela, para novos aprovados, e da segunda, para quem recebeu a anterior até o dia 30 de abril. Ao todo, o benefício será pago a 7,8 milhões de trabalhadores, segundo o banco.

Nesta segunda fase, a Caixa realizou algumas mudanças. A principal delas é que as pessoas habilitadas a receber os R$ 600 terão o dinheiro creditado em uma Poupança Social Digital, mesmo aqueles que indicaram outra conta bancária quando preencheram o cadastro.

O crédito do valor está seguindo um calendário mais espaçado, conforme o mês de nascimento do beneficiário. Por exemplo, nesta segunda, recebem os nascidos em setembro e outubro, e amanhã (26) os que nasceram em novembro e dezembro.

O pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial começou no dia 18 de maio para os beneficiários do Bolsa Família e na quarta (20) para os que recebem por meio da poupança digital Caixa. No caso do Bolsa Família, o calendário está dividido conforme as datas habituais de pagamento para quem integra o programa.

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