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28/09/20 20:56 / Atualizado em 28/09/20 20:58

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Pagamento do auxílio emergencial para beneficiários do Cadastro Único e inscritos pelo aplicativo deverá começar na quarta-feira (30)

Trabalhadores aguardam desde agosto o calendário de pagamento das parcelas residuais do benefício

O pagamento do auxílio emergencial para os trabalhadores do Cadastro Único e os que se inscreveram no benefício pelo aplicativo deverá começar na próxima quarta-feira (30). O anúncio foi feito pelo ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, nesta segunda-feira (28). Segundo o ministro, a portaria que estabelece o calendário de pagamento seria publicada ainda nesta segunda-feira. Cerca de 30 milhões de pessoas ainda não sabem quando irão receber as parcelas de R$ 300 do benefício.

Em agosto, o governo anunciou as parcelas de R$ 300. Desde então os trabalhadores que não estão inscritos no Bolsa Família aguardam a divulgação do calendário de pagamento. Para aqueles que fazem parte do Bolsa Família, o pagamento segue o calendário do programa, definido ainda no início do ano, e a 6ª parcela deverá ser paga já nesta semana. 

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto, alertou para a situação preocupante da falta do calendário e mais uma vez para a falta de planejamento do governo e da direção da Caixa. 

"Os trabalhadores que precisam do benefício estão sem o calendário até agora. Não há dúvidas que essa população irá buscar à Caixa para esclarecer as dúvidas. O empregado da Caixa da linha de frente é o principal apoio de quem precisa esclarecer os motivos de não estar recebendo o auxílio, uma vez que o governo não assume esse papel. Parece que após sucessivos erros, o governo ainda não aprendeu, segue ignorando essa desorganização e expondo os beneficiários e os empregados da Caixa ao risco de contágio da Covid-19", afirmou o presidente da Fenae.

Mudança no recebimento

O pagamento do auxílio emergencial residual dependerá da data de concessão do auxílio emergencial residual, limitado a quatro parcelas. As parcelas serão feitas apenas até 31 de dezembro. 

Desta forma, quem começou a receber após abril terá direito a menos parcelas de R$ 300. Por exemplo, quem foi aprovado em julho para receber a primeira parcela de R$ 600, receberá apenas uma parcela de R$ 300 já no mês limite, dezembro, do auxílio emergencial residual. 

Prorrogação do auxílio emergencial

O auxílio emergencial tem sido um grande alívio para as contas não apenas dos trabalhadores que estão recebendo, mas também para a economia de muitas cidades e estados. Um estudo da a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre orçamento familiar, mostrou que o auxílio emergencial impactou positivamente na economia do país. Cerca de R$ 151 bilhões do auxílio emergencial foram destinados ao consumo varejista. Este valor corresponde a 79,5% dos mais de R$ 190 bilhões pagos pelo auxílio até a data da pesquisa.

Na MP 1.000, o governo prorroga o benefício para até o fim do ano, mas com o valor de R$ 300. Uma das defesas da Fenae é a prorrogação do auxílio emergencial sem cortes, até o fim da pandemia. “Garantindo a renda das pessoas, elas vão gastar no supermercado, na farmácia, na padaria, e o valor vai aquecer a economia. Esse dinheiro volta e gera receita fiscal. Por isso a Fenae sempre defendeu a extensão do auxílio no valor original, proposto pelo Congresso. Já não era suficiente, mas agora com os cortes do governo no valor e no número de pessoas que vão receber o auxílio, a situação vai piorar”, ressaltou Takemoto.

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