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09/04/2014 08:17 / Atualizado em 10/04/2014 08:28

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Oitava Marcha da Classe Trabalhadora nesta quarta-feira reivindica mais direitos e qualidade de vida

CUT avalia que retomada da unidade do movimento sindical é fundamental para fazer avançar a pauta da classe trabalhadora. Documento com este objetivo será entregue para a presidenta Dilma Rousseff e para os presidentes do Senado, Câmara e TST

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Para que reivindicações como o fim do fator previdenciário e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários sejam conquistadas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e as demais centrais sindicais realizam nesta quarta-feira (9), em São Paulo (SP), a 8ª Marcha da Classe Trabalhadora por mais direitos e qualidade de vida. Os bancários estarão presentes no ato, que pretende reunir mais de 50 mil trabalhadores na capital paulista.

Para a CUT, a retomada da unidade do movimento sindical é fundamental para fazer avançar a pauta da classe trabalhadora, que tem como principais pontos o fim do fator previdenciário, a redução dos juros e do superávit primário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o combate ao PL 4.330, que amplia a terceirização no país, e a igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

Na ocasião, as centrais sindicais divulgam o documento “Agenda da Classe Trabalhadora para um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho”, a ser entregue posteriormente para a presidenta Dilma Rousseff e aos presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). No texto, por exemplo, os trabalhadores defendem também a manutenção da política de crescimento com distribuição de renda adotada na última década e conquistas como a valorização permanente do salário mínimo, resultado da luta conjunta do movimento sindical.

A marcha ocorrerá em São Paulo, notadamente, pelo peso econômico que o estado tem para o país e terá dois eixos como base: um trabalhista, para a ampliação e contra o retrocesso de direitos, e o outro sobre questões estruturais que impactam a população como transporte, saúde e educação de qualidade.

A CUT avalia ser preciso pressionar os governos em todas as instâncias. Para isso cita como exemplo a negociação com os servidores públicos, que não ocorre tanto por parte do governo federal quanto nas esferas estaduais e municipais, e também os empresários, que, apesar de beneficiados por políticas de desoneração fiscal, mantém alta rotatividade de mão de obra no país.

As reivindicações da 8ª Marcha da Classe Trabalhadora são igualdade de oportunidades para homens e mulheres, continuidade da valorização do salário mínimo, fim do fator previdenciário, reforma agrária e agrícola, 10% do orçamento da União para a saúde, fim dos leilões do petróleo, redução dos juros e do superávit primário, 10% do PIB para a educação, combate à demissão imotivada, valorização das aposentadorias, combate ao PL 4.330 da terceirização, transporte público de qualidade, correção da tabela do Imposto de Renda, negociação coletiva no setor público e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial.

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