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14/03/17 07:38 / Atualizado em 14/03/17 07:51

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Ofício da Contraf/CUT cobra Caixa sobre antecipação da abertura das agências

Enviada na segunda-feira (13), correspondência pede esclarecimentos sobre o aumento da jornada de trabalho para pagamentos das contas inativas do FGTS

Nesta segunda-feira  (13), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) enviou um oficio para a direção da Caixa Econômica Federal, no qual cobra esclarecimentos sobre a determinação de jornada extraordinária e abertura das agências duas horas antes do funcionamento regular para o pagamento das contas inativas do FGTS, processo iniciado na última sexta-feira (10).

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT na mesa de negociações permanentes com o banco, cobra informações sobre as agências que estão funcionando em período extraordinário, assim como a respeito da lista dos empregados abrangidos por todo esse processo. Ocorre que a empresa determinou a abertura de agências e convocou empregados para prestar duas horas extras diárias, sem contudo informar aos trabalhadores como irá efetuar o pagamento das horas efetivamente trabalhadas a mais.

Desde a última sexta-feira, a CEE/Caixa vem recebendo denúncias de extrapolação da jornada de trabalho além das duas horas, o que é vedado pelo artigo 59 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O excesso ilegal da jornada diária é destacado nas situações dos empregados abrirem e fecharem a agência.

O coordenador da CEE/Caixa, Dionísio Reis, esclarece que a reivindicação é no sentido de que haja o pagamento integral das horas extras (100% das horas extras) e seus reflexos, sem qualquer tipo de compensação, para todos os empregados, a considerar os gerentes e gerente geral. E admite: “O problema é mais grave que apenas o pagamento das horas extras, já que os gerentes gerais não têm direito a hora extra e os tesoureiros são responsáveis pela abertura e pelo fechamento das agências, o que estende muito a jornada”.

Dionísio Reis diz ainda que, para piorar, essa mudança acontece em meio à dispensa de 4.645 empregados que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária Extraordinária (PDVE), o que só aumenta a sobrecarga de trabalho. “A Caixa já não contrata ninguém há dois anos. É fundamental que as contratações sejam retomadas. Há mais de 30 mil aprovados em concurso aguardando convocação”, acrescenta.

Denúncia MPT

No último dia 16 de fevereiro, a Contraf/CUT formalizou denúncia no Ministério Público do Trabalho, em Brasília (DF), relativa à coação dos empregados por parte dos gestores, para o trabalho aos sábados, que é um dos dias de descanso semanal remunerado.

Referente a esse mesmo assunto, e ainda nesta segunda-feira (13), a entidade apresentou um complemento ao processo, com a denúncia de extrapolação da jornada de trabalho em um período superior ao previsto em lei, o que caracteriza a jornada extenuante.

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