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20/07/2018 18:10 / Atualizado em 21/07/2018 06:49

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Nenhum direito a menos: Caixa não garante pré-acordo e nem itens contra a nova lei trabalhista

A manutenção do acordo coletivo dependerá da unidade e mobilização dos empregados

Na reunião de negociação desta sexta, 20, a Caixa mais uma vez negou a assinatura do pré-acordo e afirmou que a nova legislação trabalhista balizará as decisões da Caixa na condução da Campanha Salarial 2018 e não garantiram que a abrangência do Acordo Coletivo valerá para todos os empregados. Os representantes não apresentaram nenhuma proposta efetiva e reforçaram que a empresa não voltará atrás no fim da função de caixa, afirmaram que o pagamento da PLR seguirá as diretrizes da Fenaban e que não há autorização para discussão da PLR Social, que dependerá de regras definidas pelo governo. A Caixa, segundo eles, se submeterá aos limites estabelecidos pelo seu Conselho de Administração (CA). 


“Ou seja, eles alegam que a negociação dependerá das diretrizes governamentais definidas pelo governo e que sabemos que vêm no sentido do desmonte do banco público e de sua função social. E é por isso que entendemos que só com muita mobilização dos empregados será possível fazer frente a essa orientação e garantir a Caixa 100% pública e a manutenção dos direitos que conquistamos”, afirmou Dionísio, coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae. Nova reunião está marcada para o dia 26 de julho, também em Brasília.

Os representantes da Caixa afirmaram que a empresa entende que há avanços na reforma trabalhista e não pretende incluir no acordo coletivo salvaguardas para não aplicação da nova  legislação.  Adiantaram ainda que a empresa não pretende incluir no acordo cláusulas de contratação de concursados ou a realização de novos concursos para suprir a carência de pessoal.

A empresa negou ainda o pagamento de um delta por ano por antiguidade aos empregados, mas sinalizou para a manutenção do atual modelo (um delta a cada dois anos) e aceita discutir critérios e regras para a implantação de uma gratificação por mérito. Confira outros pontos discutidos, divididos pelos três eixos de discussão da reunião:

Nenhum direito a menos - A CEE buscou garantias aos trabalhadores na manutenção de seus direitos, mas a direção do banco se recusou a firmar salvaguardas aos trabalhadores.

Saúde do Trabalhador – A Caixa admitiu que é responsável pela garantia da saúde do trabalhador e se comprometeu a manter a mesa permanente, os debates dos grupos de trabalho (GTs) de Saúde Caixa e de Saúde do Trabalhador, reforçar a atuação dos fóruns regionais das Condições de Trabalho e debater questões específicas de alguns dos segmentos da carreira. O Fórum Nacional de Condições de trabalho receberá as pautas dos diversos segmentos da carreira profissional e administrativa do banco. 

 A CEE/Caixa cobrou o fim da discriminação de gênero,fim da possibilidade do descomissionamento de gestantes, além da manutenção da titularidade da função pelos empregados doentes durante a licença médica.

Os empregados reivindicam também que a Caixa garante ampla defesa nos processos disciplinares, não punindo os trabalhadores antes do fim do processo. Atualmente, o trabalhador que recorrer corre o risco de ter a pena agravada

Caixa 100% pública – Sobre o fechamento de unidades da Caixa, eles afirmaram que não há previsão de fechamento de mais agências, mas sim transformação de algumas em postos de atendimento. Afirmaram também que a regra para acesso à atividade-fim da Caixa é o concurso público. Os empregados cobraram a redução imediata das taxas de juros e das tarifas. A Caixa afirmou que as taxas seguem a política definida para o banco. Ressaltaram que a Caixa não passará incólume ao momento macroeconômico e deverá seguir as diretrizes estabelecidas pelo governo na sua gestão. Os empregados lembraram que a principal função do banco público não é dar lucro, é cumprir seu papel social.

“Esperamos que na próxima reunião possamos receber da empresa respostas mais efetivas às nossas demandas e para garantir isso precisamos manter e intensificar a nossa mobilização”,  salientou Dionísio.

    

 

 

 

 

 

 

 

 

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