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09/12/2019 11:55 / Atualizado em 09/12/2019 16:51

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Negociação sobre MP 905 será retomada nesta terça-feira

A Media Provisória retira direitos da categoria bancária.Comando Nacional dos Bancários espera acabar com as divergências na redação dos termos do acordo e vai cobrar que os bancos cumpram com o que está definido na CCT da categoria

Nesta terça-feira (10), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários retoma as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) sobre o aditivo que visa impedir a aplicação para a categoria bancária da Medida Provisória (MP) 905/2019. Na última reunião, realizada no dia 26 de novembro, ficou acertado entre Comando Nacional dos Bancários e Fenaban a manutenção da jornada de segunda a sexta-feira, nos mesmos horários atuais e que as negociações sobre a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) continuam sendo realizadas com os sindicatos, restando apenas fechar a redação sobre os termos acordados.

“Esperamos que as divergências de redação sejam resolvidas. Queremos que seja respeitado o que está definido em nossa Convenção Coletiva de Trabalho, que foi assinada pelos bancos e pelas entidades de representação da categoria após uma dura negociação que levou mais de dois meses”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

“Sabemos que não é uma negociação fácil, pois foram os próprios bancos que pediram para o governo incluir na MP os pontos que agora estamos impedindo que eles coloquem em prática. Mas, insistimos no princípio de que não se deve mexer nos direitos que são garantidos pela nossa CCT, que está em vigência até 31 de agosto de 2020”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. “Não foram eles que quiseram incluir na reforma trabalhista a prevalência do negociado sobre o legislado? Então, nossa negociação está em vigência e vamos exigir que a mesa seja respeitada”, completou.

Mobilização

Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, é importante a mobilização dos trabalhadores para barrar a Medida Provisória. “Convidamos todos para nos unirmos em defesa da nossa jornada de seis horas. Que cada trabalhador, cada trabalhadora procure o deputado e senador que votou, porque esse assunto ainda será debatido na Câmara dos Deputados e no Senado”, acrescentou.

Já o vice-presidente da Fenae, Sergio Takemoto lembra que além de afetar a categoria bancária, a  MP 905 tem outros graves ataques aos direitos do conjunto dos trabalhadores como o fim da regulamentação de diversas profissões, reduz direitos e remuneração dos mais jovens, possibilita o achatamento de salários dos mais experientes e institui imposto sobre o seguro-desemprego. “A Fenae e as entidades representativas dos trabalhadores não vão aceitar esse ataque do governo, vamos procurar os parlamentares e fazer uma grande mobilização para assegurar a manutenção dessas conquistas”, ressaltou.

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