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27/07/2020 19:35 / Atualizado em 27/07/2020 19:39

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'Não Toque em Meu Companheiro' destaca exercício de empatia e solidariedade do movimento sindical dos bancários

Documentário coproduzido pela Fenae segue em destaque na mídia e está disponível em plataformas streaming. O filme resgata história de luta do movimento sindical dos bancários

A pandemia da Covid-19 chama ao exercício da alteridade e da empatia. Paira um convite constante a perceber sofrimentos e dificuldades de terceiros e ajudar o próximo. Essa é uma das lições do documentário 'Não Toque em Meu Companheiro', coproduzido pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e dirigido pela cineasta Maria Augusta Ramos, a Guta Ramos.  

A edição desta segunda-feira (27) do Correio Braziliense traz matéria de página inteira sobre o longa metragem que reconstrói a história de luta e solidariedade dos empregados da Caixa durante a greve dos bancários em 1991. O jornalista Ricardo Dahen destaca que soluções feitas em correntes de união ou pequenas ações isoladas, à primeira vista simples, podem se afirmar como alento para quem depende da solidariedade. Leia o texto aqui.

"A sensibilidade da empatia e o registro de gestos comunitários, em denúncias ou interesse por problemas alheios, desde sempre, motivam cineastas que têm por dom mobilizar ou registrar situações graves passíveis de serem ignoradas, dentro da correria cotidiana. Dispondo de mais tempo, as pessoas (e os espectadores) parecem readquirir a capacidade de olhar, verdadeiramente, o outro", comenta o jornalista.

Dahen fala ainda que o retrocesso, com a perda de direitos trazem, na visão da diretora Guta Ramos, uma grande dose de preocupação. "No documentário, há exames das consequências da rede de apoio de colegas que se doaram, em parte, a favor de trabalhadores sumariamente demitidos em meio à crise financeira da era Collor, em 1991", escreveu.

O presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, ressalta que a reação positiva ao documentário em meio à medidas para vender a Caixa mostra a importância de relembrar a história de luta dos bancários. 

"Não é à toa que nos mantemos mobilizados em defesa dos empregados e da Caixa 100% pública. Sem nossa luta, os direitos são subtraídos e a população, que precisa do banco público, fica desamparada. Como na década de 1990, este governo repete os ataques aos direitos dos trabalhadores e tenta privatizar o único banco totalmente público do País, tão essencial para a população e para retomar a economia durante e após a crise”, defende o dirigente.

O filme

'Não Toque em Meu Companheiro' narra a história de luta e solidariedade dos empregados da Caixa durante a greve dos bancários em 1991. Lançado no dia 15 de julho passado em plataformas de streaming, o documentário é um símbolo de resistência ao obscurantismo em vigor em duas frentes: valorização da produção audiovisual brasileira e do movimento sindicalista. Duas áreas que têm sido sistematicamente atacadas pelo governo de extrema-direita que por ora governa o Brasil.

Em tela, a narrativa sobre a perseguição e demissões injustas de 110 empregados que decidiram manter a paralisação e lutar pelos direitos da categoria. Durante mais de um ano, estes trabalhadores e suas famílias sobreviveram graças à união e solidariedade de colegas do banco, que se mobilizaram para amparar financeiramente os demitidos, até que fossem reintegrados à Caixa, em 1992.

Como assistir 

"Não Toque em Meu Companheiro" poderá ser assistido em cinco plataformas de streaming aos preços de R$ 6 (FilmeFilme), R$ 6,45 (Vivo Play), R$ 7,45 (Net Now), R$ 9,99 (Looke) e R$ 12,90 (Oi Play). Em breve, o documentário também estará no iTunes (R$ 14,90) e no Google Play (R$ 6,90). 

 

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