Notícias

Documentario - exibicao Londrina 400.jpg

19/02/2020 10:44 / Atualizado em 11/07/2020 19:11

minuto(s) de leitura.

Não toque em meu companheiro apresenta história de solidariedade dos empregados da Caixa em lançamento em Londrina

A sessão reuniu mais de 100 pessoas no Cine Com-Tour Casa de Cultura UEL, entre empregados da Caixa e convidados. A cineasta Maria Augusta Ramos agradeceu oportunidade de contar a história de luta dos trabalhadores

 

 

Um momento de reencontros e de relembrar uma história de luta e solidariedade. O lançamento do documentário "Não toque em meu companheiro", com direção de Maria Augusta Ramos e coordenado pela  Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), reuniu mais de 100 pessoas no Cine Com-Tour Casa de Cultura UEL, na terça-feira (18), em Londrina (PR), entre empregados da Caixa e convidados.

A obra conta a história da mobilização de trabalhadores da Caixa de Minas Gerais, São Paulo e Paraná - na cidade de Londrina - ao longo de um ano, após 110 deles serem demitidos injustamente em 1991. Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, Não Toquem em Meu Companheiro é uma mensagem de união para todos os empregados. Segundo ele, o documentário mostra que é possível se organizar e defender a Caixa 100% pública e focada no desenvolvimento do Brasil.

"Em 1991, todos os trabalhadores da Caixa faziam uma contribuição e nessa mobilização nós ficamos um ano fazendo a resistência. Fomos todos reintegrados graças a essa solidariedade dos empregados e das entidades representantes dos trabalhadores. Isso demonstra que se nos unirmos, venceremos todos os obstáculos que virão pela frente. A contribuição da Fenae é que podemos fazer a resistência contando a nossa história para todos vocês", afirmou.

Diretamente da Holanda, a cineasta Maria Augusta fez questão de agradecer a presença do público e contou um pouco sobre a produção do documentário. "Tive o privilégio de contar a história de uma luta tão importante para os trabalhadores da Caixa. Uma história de solidariedade e coragem, que foi extremamente comovente para mim e que eu acreditava que precisava ser contata, principalmente nos dias de hoje".

Uma sessão de cinema especial

A sessão em Londrina foi a oportunidade dos empregados, principalmente os que deram seu depoimento, de assistir pela primeira vez ao “Não toque em meu companheiro”, além de rever os amigos da época. A exibição foi feita especialmente para trabalhadores da Caixa e convidados.

"Foi um momento muito positivo para todos nós, porque reencontramos antigos colegas que não víamos há muitos anos. Para mim, o documentário foi muito bem produzido", avaliou Romir William Doroso, um dos personagens da obra. Ele contou com emoção a sua experiência ao relatar as dificuldades da época. "Foi um baque muito grande a demissão. Graças a solidariedade dos companheiros da Caixa, que bancaram nosso salário, pudemos sobreviver durante um ano", lembrou.

O sentimento de união e solidariedade foi marcante entre os demitidos daquela época. Fátima Regina Sgrignolli Carrere, descreveu o momento do documentário como especial. "Esse documentário foi um marco, ele muito especial por resgatar a nossa memória em um momento difícil. O filme é um marco de união para a gente se unir de novo e ir para a luta", ressaltou.

A obra de Maria Augusta também comoveu o diretor de Sedes Balneária e Pesqueira da Apcef/PR, David Vasconcellos. Ele ressaltou a importância das entidades nos movimentos de luta. "Acredito que o documentário tem a intensão de mostrar isso, para aqueles que são mais novos entenderem o processo, independente de posição partidária, mas demonstrou como é importante a gente ter as entidades nos representando", reforçou.

Empregado da Caixa desde 2012, Lucas Espanha é um dos jovens que deram um depoimento para o documentário. Diretor do Sindicato dos Bancários de Londrina e Região, ele destacou que o filme o ajudou a conhecer mais a história dos trabalhadores da Caixa. "Eu só tenho a agradecer a Fenae por ter feito esse filme e possibilitado que colegas da Caixa saibam a história da empresa onde eles estão e que essa história não se repita. O fantasma da privatização está batendo a porta e precisamos ter a consciência de classe para fazermos frente ao que está acontecendo", disse.

Na plateia também estavam alguns convidados que puderam conhecer um pouco das dificuldades vividas pelos trabalhadores, como Danielle Cristine Mota de 38 anos, esposa de um dos personagens do filme. "Retrata um fato que aconteceu no país quando eu ainda era uma criança e não tinha entendimento do que se passava no país. E hoje parece que as coisas estão acontecendo como antes. Naquela época eles tiveram uma vitória e eu espero que agora a gente tenha uma vitória novamente".

Funcionária do Sindicato de Londrina, Ana Lúcia Fontana, contou que o documentário a fez reviver um momento importante e relembrar muitas histórias. "Eu gostei muito do filme. Foi muito bom relembrar esse período. Eu trabalho no sindicato dos bancários, estava lá nesta época e vivi um pouquinho dessa história com eles".

 

 

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado