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08/09/16 15:36 / Atualizado em 08/09/16 16:06

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Na véspera da negociação com a Fenaban, greve dos bancários avança pelo país

Nesta quinta-feira, quase 8.500 unidades tiveram as atividades paralisadas. Empregados da Caixa também cobram avanços na negociação da pauta específica

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Nesta quinta-feira (8), terceiro dia da greve dos bancários, 8.454 agências e 38 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas em todo o Brasil. Este número representa 35,91% das agências bancárias do país e mostra o avanço da mobilização. E o momento não poderia ser mais oportuno, já que nesta sexta-feira (9) haverá mais uma rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores Comando Nacional dos Bancários, conta que tudo foi acompanhada desde as primeiras horas do dia. “Logo as notícias começaram a chegar cheias de novidades boas. A adesão estava sendo maior, o feriado não tinha influenciado nossa mobilização, as dúvidas a respeito da proposta dos bancos, causada por um comunicado infeliz da Fenaban querendo enganar os trabalhadores, estavam sanadas e a indignação tinha resultado em mais gente na luta”, afirma.

O Comando Nacional volta a se reunir com a Fenaban às 11h desta sexta-feira, em São Paulo. A reunião foi convocada pela bancada patronal após a forte mobilização no primeiro dia da greve. “A proposta rebaixada que os banqueiros apresentaram no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto. Também queremos avanços na negociação da pauta específica com a Caixa”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

Sobre a negociação desta sexta-feira, Von der Osten acrescenta: “Esperamos agora que os bancos revejam sua proposta, tragam garantias de emprego, de saúde, de segurança para seus trabalhadores. Esperamos sinceramente que os bancos queiram rever o seu processo de estabelecimento de metas e a forma da cobrança destas metas - não dá mais para ter que adoecer em troca de salários. Esperamos que todos e todas tenhamos oportunidades iguais e não queremos ver as mulheres sendo discriminadas nos salários e nos cargos da carreira bancária. Não é pedir demais. Os bancos ganham muito. Tem lucros fabulosos”.

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Desde a data da entrega da minuta de reivindicações dos bancários à Fenaban, no dia 9 de agosto, já ocorreram cinco rodadas de negociações. Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

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