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08/03/2017 07:05 / Atualizado em 08/03/2017 08:51

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Mulher, teu nome é luta, muito além do 8 de março!

O Dia Internacional da Mulher é resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos. Enquanto houver violência, a data continuará a ser de luta e mobilização

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O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, foi reconhecido oficialmente em 1977 pelas Nações Unidas. São várias as histórias sobre a origem da data. Uma delas remete ao incêndio numa indústria têxtil em Nova Iorque em março de 1911, quando 130 mulheres morreram carbonizadas, um acontecimento que também marcou a trajetória das lutas feministas.

Já o historiador Eric Hobsbawm, que escreveu “A Era dos Extremos - o breve século XX” estabelece como marco o 8 de março de 1917, quando mais de 90 mil operárias se manifestaram na Rússia contra o Czar Nicolau II, as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra - em um protesto conhecido como "Pão e Paz", e que provocou a queda do Czar e o início da revolução comunista.

A história mostra que desde o final do século XIX organizações femininas ligadas aos movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O dia 8 de março é o resultado, portanto, de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX. Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas na Dinamarca, uma resolução para a criação de uma data anual para a celebração dos direitos da mulher foi aprovada por mais de cem representantes de 17 países. O objetivo era honrar as lutas femininas e, assim, obter suporte para instituir o sufrágio universal em diversas nações.

Somente em 1945 a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. “É fundamental que as mulheres entendam que o 8 de março é dia de luta, de mobilização, para que se discuta as discriminações e as violências morais, físicas e sexuais sofridas diariamente”, afirma Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae.

O presidente da Federação, Jair Pedro Ferreira, destaca que “os números das atrocidades cometidas contra as mulheres são absurdos”. “Segundo a OMS, 35% das mulheres em todo o mundo já sofreram algum tipo de violência. No Brasil, três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos. Enquanto leis como a Maria da Penha estiverem apenas no papel, não mudaremos essa realidade”, observa.

Algumas conquistas das mulheres na história
1788: O político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.
1840: Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.
1859: Surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.
1862: Durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.
1865: Na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.
1866: No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.
1869: É criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres.
1870: Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.
1874: Criada no Japão a primeira escola normal para moças.
1878: Criada na Rússia uma Universidade Feminina.
1893: A Nova Zelândia torna-se o primeiro país do mundo a conceder direito de voto às mulheres (sufrágio feminino). A conquista foi o resultado da luta de Kate Sheppard, líder do movimento pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia.
1901: O deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres.
1951: A OIT (Organização Internacional do Trabalho) estabelece princípios gerais, visando a igualdade de remuneração (salários) entre homens e mulheres (para exercício de mesma função).

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