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25/11/2019 18:02 / Atualizado em 25/11/2019 18:08

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MP 905: negociação com a Fenaban acontece nesta terça-feira em São Paulo

Representação dos bancários irá propor assinatura de um aditivo à CCT, válido até dezembro de 2020. Iniciativa visa garantir todos os direitos da categoria. Plenárias serão realizadas em todo o país para organizar a resistência

Comando Nacional dos Bancários se reúne nesta terça-feira (26) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, para seguir com os debates sobre os efeitos da Medida Provisória 905/2019, que retira direitos conquistados pela categoria bancária. No último dia 14 de novembro, em reunião com os bancos, a representação dos bancários conseguiu segurar a implantação imediata da MP, até que seja concluída as negociações entre as partes.

Na reunião com a Fenaban, o Comando irá propor a assinatura de um aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2018/2020, válido até dezembro do próximo ano, com o propósito de garantir todos os direitos da categoria, de modo a neutralizar a Medida Provisória 905 em todos os pontos que atingem os bancários. Os detalhes do texto do aditivo serão debatidos no encontro do dia 26.

Além de repudiar os itens constantes na MP, a representação nacional dos bancários não aceita o trabalho aos sábados e domingos e nem a extensão da jornada para 44 horas semanais. Tampouco são aceitas as alterações definidas pela Medida Provisória que permitem a negociação da PLR sem a participação das entidades sindicais e que desrespeitem os pisos salariais da categoria.   

Por conta dessa negociação, a reunião da mesa temática sobre segurança bancária, prevista para o dia 26, foi temporariamente adiada. A mesa temática sobre saúde fica condicionada à conclusão do debate sobre a MP 905 com os bancos.

“A publicação da MP é um aprofundamento da reforma trabalhista. É perceptível que alguns artigos foram incluídos a pedido dos bancos. Não podemos admitir isso”, diz Fabiana Uehara, integrante da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT).

Fabiana Uehara diz ser preciso explicar para a categoria o que é a MP e os impactos que essa medida causa à jornada de trabalho, à remuneração e a diversos outros direitos.

Plenária para organizar a resistência

 Por orientação do Comando Nacional, diversas entidades sindicais vão realizar plenárias para organizar a resistência contra a MP 905. Uma das agendadas é a que o Sindicato dos Bancários de Brasília promove nesta quarta-feira, dia 27, às 18h30, no Teatro dos Bancários.

Para derrubar essa Medida Provisória, os bancários de todo Brasil levam a mobilização para as ruas, para as agências bancárias e para o Congresso Nacional. Visam, com isso, derrotar esses retrocessos e assegurar a manutenção de direitos consagrados na CCT.  

       

 

 

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