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18/05/2021 14:59 / Atualizado em 18/05/2021 15:15

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Mídia destaca levantamento solicitado pela Fenae sobre lucros da Caixa, que desmente Bolsonaro

Ao contrário da afirmação do presidente, estudo do Dieese mostra que a Caixa obteve maiores lucros acumulados durante os governos de Lula e Dilma

Um levantamento solicitado pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), que contradiz a afirmação de Bolsonaro sobre lucros da Caixa durante o seu governo, foi destaque na mídia nesta segunda-feira (17).

Em um evento em Alagoas, no dia 12 de maio, Bolsonaro informou, ao lado do presidente da Caixa, que o banco público tem obtido lucros em seu governo; já nos de Lula e Dilma, teve prejuízos. O levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) desmente. Em valores atualizados, a Caixa registra lucros desde 2003.

De 2003 a 2010, durante os governos de Lula, a Caixa contabilizou lucro líquido acumulado de R$ 39,5 bilhões. Com Dilma, de 2011 a 2016, o lucro foi de R$ 51 bilhões.  Já no Governo Temer, em 2017 e 2018, caiu para R$ 25, 4 bilhões.

Em 2019 e 2020, com Bolsonaro, o lucro acumulado foi de R$ 35,1 bilhões. No entanto, o jornal O Dia destaca que a venda de ativos da estatal inflou este valor. “O resultado de 2019, por exemplo, foi fortemente influenciado pela venda de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) e de ações da Petrobras”, explicou o economista do Dieese, Sérgio Lisboa, ao jornal.

jornal IG destacou o posicionamento do diretor de Formação da Fenae, Jair Ferreira. Ele avaliou que os lucros obtidos durante a presidência de Bolsonaro não é nenhuma atividade atípica da gestão, mas de diminuição do banco a partir da venda de ativos e da redução do papel social da Caixa. “Não foi a atividade bancária que gerou os resultados em 2019 e 2020”, disse Jair Ferreira. “[o resultado] Não mostra que a empresa está se expandindo e gerando empregos; mas, sim, que está se desfazendo de ativos fundamentais”.

Revista Fórum e o Jornal GGN também repercutiram o estudo solicitado pela Fenae.  Aos veículos, o presidente da Federação, Sergio Takemoto, ressaltou o enfraquecimento da Caixa na gestão de Bolsonaro e a intenção de privatizar outras áreas lucrativas do banco que são essenciais para a manutenção dos programas sociais.

“Estão entregando para o mercado um patrimônio que deveria ser mantido nas mãos do país, dos brasileiros, em benefício principalmente à população mais carente, que sempre teve a Caixa como o banco da habitação, da infraestrutura, da saúde, do crédito popular e do financiamento estudantil”, informou Takemoto.

Em um post no Twitter, o perfil do ex-presidente Lula também citou os dados solicitados pela Fenae. “Mais um mito da fantástica fábrica de mentiras do Bolsonaro que cai”, publicou.

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