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10/07/20 18:53 / Atualizado em 10/07/20 19:00

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#MexeuComACaixaMexeuComOBrasil - Dia de Luta dos empregados da Caixa mobiliza redes sociais

O movimento ganhou apoio e reconhecimento da população pelo papel essencial do banco público

A mobilização dos empregados Caixa contra a privatização do banco e o desrespeito da direção com os trabalhadores durante a pandemia tomou conta das redes sociais nesta quinta-feira (9). O movimento ganhou o apoio da sociedade e a hashtag #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil chegou aos trend topics do Twitter – assuntos mais comentados da rede social.

O objetivo também foi conscientizar a população sobre a importância do banco público para manter os programas sociais, ameaçados com a privatização que o Governo pretende fazer, começando pela venda de áreas estratégicas do banco. 

“Este é um recado dos empregados, das entidades representativas e da sociedade para o Governo Federal e para a direção da Caixa. Nós estamos atentos a todos os movimentos deste governo para fatiar o banco e privatizá-lo, encolhendo sua função social”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto. 

Veja algumas mensagens da mobilização:

Quase 3 milhões de estudantes participaram do Fies nos últimos 10 anos, tendo a oportunidade de ingressar nas universidades privadas. Esse financiamento é realizado pela Caixa. Vamos defender a Caixa 100% pública.

#MexeuComACaixaMexeuComOBrasil

A Caixa é uma empresa estratégica. Fundamental para nosso desenvolvimento e ainda por cima rentável. Nos últimos 19 anos repassou R$66,5 bilhões ao Tesouro. Mesmo assim, o governo pretende vender subsidiárias do banco enfraquecendo a instituição.

 #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil

 Banco indispensável para os brasileiros, sobretudo para os mais pobres, a Caixa não pode ser entregue ao capital financeiro. A Caixa é forte e necessária para o desenvolvimento do País.

#MexeuComACaixaMexeuComOBrasil

Privatização e Resistência - O país está, possivelmente, em meio à pior crise sanitária, social e econômica de sua história. Alheios a esta realidade, o Governo e a direção da Caixa insistem em manter agenda liberal e privatista, anunciando para este ano a venda de áreas estratégicas do banco. Medida que fragiliza as políticas públicas e os programas sociais, imprescindíveis para conter a crise e retomar a economia após a pandemia.

“Foi o banco público com seus empregados que tornou possível o pagamento do auxílio emergencial para mais de 65 milhões de brasileiros. Houve falhas - geradas pela inoperância do Governo, que centralizou todo o pagamento na Caixa e não fez qualquer campanha de esclarecimento à sociedade. Mas conseguimos atender mais da metade da população e fortalecer o banco como empresa pública”, ressalta o presidente da Fenae.

Mesmo com os números alarmantes de casos e mortes por Covid-19, a direção do banco tem pressionado os empregados a voltarem ao trabalho presencial. “Esta mobilização também é para mostrar a força dos empregados, que vão resistir à pressão da direção do banco para voltar ao trabalho presencial em meio à pandemia. Nós, como entidades representativas, não vamos permitir o risco à saúde dos trabalhadores e da população”, destacou.

Projeto de Lei pode suspender privatizações

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2715/20, que propõe a paralisação das privatizações até um ano após o fim do estado de calamidade pública. Se aprovado, os processos de desestatização e desinvestimentos só poderão ser retomados em 2022. O PL, de autoria do deputado Enio Verri (PT/PR) e das deputadas Fernanda Melchionna (Psol/RS), Joênia Wapichana (Rede/RR) e Perpétua Almeida (PCdoB/AC), tem apoio integral da Fenae.

Para o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, os recentes anúncios do Governo Federal sobre a venda de dezenas de estatais e das subsidiárias da Caixa deixam claras as intenções do Executivo em privatizar o banco público. Para ele, a aprovação do projeto é urgente.

“O ministro da Economia, Paulo Guedes e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, parecem estar alheios à situação do país e da população e insistem nas privatizações em meio à pandemia. Sobretudo nesta crise, as empresas públicas, em especial a Caixa, se mostraram imprescindíveis para atender quem mais precisa da presença do Estado”, ressalta.

Takemoto destaca que os sindicatos e entidades representativas dos trabalhadores devem pressionar os parlamentares para a aprovação do projeto. “A matéria é urgente. A estatais terão papel primordial para retomar a economia no período pós-crise. O interesse do Governo em privatizar tudo é uma grande irresponsabilidade”.

Para o deputado e economista Enio Verri, o objetivo do projeto é segurar o ímpeto do Governo de entregar o País na mão do capital internacional. O ministro da Economia não esconde seu desejo de vender todas as empresas públicas. No início deste mês ele anunciou a privatização de quatro grandes empresas em 90 dias.

Além dos prejuízos que a venda das estatais pode causar à economia e à população, os autores do projeto alertam para a desvalorização das empresas diante da pandemia. “Após uma crise desta dimensão os preços dos ativos caem, criando assim, um ambiente de ofertas hostis”, diz o texto. 

“Os governos podem ter matizes ideológicas distintas e terem visões antagônicas sob o papel do estado na economia. Mas qualquer governo deve ter responsabilidade, idoneidade, moralidade e o mínimo senso de oportunidade com o patrimônio público. Então, caso estes princípios constitucionais e republicanos não sejam resguardados, cabe ao parlamento ou à justiça fazê-lo”.

Para saber mais sobre o projeto e votar na enquete, clique aqui.

 

 

 

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