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24/08/2007 05:02 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Mercado de trabalho fica estagnado em julho, diz IBGE

Na contramão da trajetória típica do segundo semestre, o mercado de trabalho não apresentou melhora em julho, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país ficou em 9,5% -variação considerada estatisticamente estável ante os 9,7% de junho. Já o rendimento médio caiu 1,2% -a segunda retração mensal consecutiva.
Cimar Azeredo Pereira, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, diz que a redução do desemprego ocorreu por um efeito estatístico na mudança de parte da amostra da pesquisa, que reduziu o número de pessoas em idade para trabalhar (dez anos ou mais).
Sintoma de que não houve evolução do mercado de trabalho, diz Azeredo Pereira, é o crescimento não significativo do número de pessoas ocupadas -só 0,2% (ou 42 mil pessoas) em relação a junho. Já o total de desempregados ficou em 2,175 milhões, com recuo de 2,2% em relação a junho.
"O mercado de trabalho não se alterou. A expectativa era que a desocupação caísse um pouco mais. Os dados de julho não empolgaram", disse.
O cenário foi bem diferente do de junho, quando o emprego cresceu com força (1,3%) e derrubou a taxa de desemprego -de 10,1% em maio para 9,7%.
Na média dos sete primeiros meses de 2007, a taxa de desocupação ficou em 9,8% -abaixo dos 10,2% do mesmo período de 2006. Em 2006, a taxa média ficou em 10%.
"Não há mudança em relação a junho, mas, se o mercado de trabalho não está pujante, mostra, ao menos, sinais de recuperação e reaquecimento", disse Lauro Ramos, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Ele também se diz otimista quanto aos próximos meses. "Espero que a qualquer momento o cenário macroeconômico [juro em queda, risco-país em baixa, inflação sob controle e maior confiança dos empresários] se materialize de forma mais visível no mercado."

Renda
Um sinal claro de melhora, diz Ramos, já aparece na qualidade das vagas geradas: o emprego com carteira assinada cresce acima da média da ocupação -1,2% ante junho e 5,2% em relação a julho de 2006.
Nos sete primeiros meses de 2007, o rendimento médio cresceu 4,2% ante igual período de 2006, estimado em R$ 1.117,70. Em relação a julho de 2006, a alta foi de 2,5%, já mostrando sinais de desaceleração.
Para Fábio Romão, da LCA, os resultados mais fracos do rendimento se explicam pela incorporação de trabalhadores sem carteira ao mercado formal, que se empregam com salários mais baixos.

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