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27/11/20 13:54 / Atualizado em 27/11/20 14:15

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Marilia Arraes, candidata a prefeita de Recife, assina manifesto em defesa dos bancos públicos

O documento, lançado no dia 20, é uma iniciativa da Fenae, da Contraf/CUT e do Comitê Nacional em Defesa da Caixa para obter apoio dos prefeitos eleitos e candidatos ao segundo turno à luta contra a privatização dessas instituições

A candidata à prefeitura de Recife, capital de Pernambuco, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Marilia Arraes, aderiu ao “Manifesto em Defesa dos Bancos Públicos Brasileiros”, documento lançado no dia 20 de novembro pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e o Comitê Nacional em Defesa da Caixa. O objetivo dessas representações dos bancários e dos empregados da Caixa é chamar atenção da sociedade e dos futuros gestores municipais para importância que essas instituições têm para o desenvolvimento nacional e regional.

“Além da Marília Arraes, esperamos contar com apoio de outros candidatos ao segundo turno e de prefeitos já eleitos. É preciso que eles saibam que, sem os bancos públicos, vão faltar recursos para políticas públicas como habitação, saúde, educação, esportes e saneamento básico nos seus municípios. Os bancos como a Caixa e o Banco do Brasil, além dos bancos regionais como o Banco do Nordeste (BNB) ajudam a movimentar a economia nos municípios e gerar emprego e renda”, lembra o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.

Para se ter uma ideia, dos R$ 40,1 bilhões de operações de crédito ativas em Pernambuco, cerca de 56% (R$ 22,4 bilhões) pertencem a Caixa. O banco também é responsável por 90,7% dos financiamentos imobiliários. São R$ 15,3 bilhões de operações ativas. Os bancos privados não possuem nenhum financiamento imobiliário no Estado.

Apenas em 2019, foram 275 instrumentos assinados no Estado com a participação direta da Caixa, que totalizaram R$ 417,2 milhões beneficiando a administração estadual e várias prefeituras.

Esses números constam no caderno “Caixa em todos os Estados: dados e fatos”, lançado pelo Comitê Nacional em Defesa da Caixa, no início do mês.  O documento, disponível no site da Fenae para consulta em publicações especiais, apresenta também os investimentos dos bancos públicos nos demais 25 estados e no Distrito Federal.

“Diante do desmonte gradativo pelo atual governo Federal, com ameaças de privatização, sucateamento, a candidata Marília Arraes assina o documento, assumindo o compromisso de lutar contra as privatizações e defender as empresas públicas, garantindo a inclusão social e o desenvolvimento econômico no Recife", ressalta a presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzi Rego.

Saiba mais sobre o Manifesto

No “Manifesto em Defesa dos Bancos Públicos Brasileiros”, as representações associativas e sindicais lembram que essas instituições “são responsáveis por uma melhor distribuição de recursos e crédito com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais, ao contrário das instituições privadas que priorizam regiões e setores onde já existe uma concentração maior de renda”.

São estas instituições públicas, que estão sob forte ameaça por conta da agenda privatista do governo Bolsonaro, que financiam habitação, crédito agrícola, educação e cultura, além do pagamento de benefícios sociais pela Caixa Econômica, como o auxílio emergencial.

Conforme dados do Banco Central, em 2019, 45,9% (R$ 1,5 trilhão) das operações de crédito foram realizadas por bancos públicos. Eles também ofertaram 80,4% (608,8 bilhões) em crédito imobiliário; 71% (194,3 bilhões) do crédito rural, e concentraram 62% em poupança no país. Também contribuíram para ampliar a bancarização, com 45,6% (9.089) das agências bancárias no país.

No manifesto, as entidades ressaltam também o papel anticíclico dos bancos públicos, contribuindo com medidas para reduzir os efeitos econômicos causados pela pandemia do coronavírus.

“Assim como na crise de 2008, são os bancos públicos que estão socorrendo o setor produtivo, com programas de crédito para pequenas e médias empresas, linhas de crédito para o setor imobiliário, suspensão do pagamento de financiamentos habitacionais, renegociação de dívidas, além do pagamento do Auxílio Emergencial, saques emergenciais do FGTS e outros benefícios realizados pela Caixa a mais de 100 milhões de brasileiras e brasileiros”, pontua o manifesto.

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