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28/08/2015 09:04 / Atualizado em 28/08/2015 11:50

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Lucro da caixa reforça que é possível atender reivindicações dos empregados

No segundo trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,9 bilhão, totalizando R$ 3,5 bilhões entre janeiro e junho. Para diretores da Fenae, resultado mostra que é possível, entre outros, contratar mais empregados e melhorar as condições de trabalho nas unidades

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A Caixa Econômica Federal alcançou lucro líquido de R$ 3,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2014. De abril a junho, o resultado foi de R$ 1,9 bilhão, 25% a mais que no primeiro trimestre de 2015. Ainda segundo o balanço divulgado pelo banco, nesta quinta-feira (27), a carteira de crédito ampliada atingiu saldo de R$ 648,1 bilhões, o que representa 20,7% do mercado e evolução de 17,4% em 12 meses.

O crédito habitacional avançou 20,8%, tendo alcançado saldo de R$ 366,6 bilhões. Um montante de R$ 50,9 bilhões foi contratado entre janeiro e junho, dos quais R$ 19,2 bilhões referem-se ao Programa Minha Casa Minha Vida, totalizando 171 mil unidades. A base de clientes chegou a 80,8 milhões de correntistas e poupadores, alta de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A poupança registrou saldo de R$ 232,1 bilhões.

“No balanço, a Caixa informa que ‘intensificou as ações voltadas para a racionalização de gastos e aumento da produtividade’. Na nossa avaliação, essa postura é que tem motivado decisões como a de não repor os empregados que se aposentaram por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA). Com isso, temos trabalhadores mais sobrecarregados e doentes nas unidades”, afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae.

Para Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf/CUT nas negociações com o banco, e diretora de Administração e Finanças da Fenae, os números mostram que é possível atender nossas principais reivindicações. “Mais uma vez, no início de uma campanha salarial, vemos que há condições de, entre outras demandas, contratar mais empregados e valorizar os principais responsáveis por esses resultados, ou seja, os trabalhadores. Mas os avanços só virão com a mobilização de todos”, ressalta.

Ainda de acordo com o balanço semestral, a Caixa tem 97,9 mil empregados. O banco terminou 2015 com pouco mais de 101 mil trabalhadores concursados, mas cerca de 3.200 deixaram a empresa neste ano por meio do PAA. “A presidenta Miriam Belchior tem dito que o remanejamento será s solução da falta de pessoal nas unidades. Isso não será suficiente e, por isso, vamos lutar para que o banco contrate mais empregados”, informa Jair Pedro Ferreira.

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