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17/07/20 20:44 / Atualizado em 20/07/20 13:54

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Live discute impacto do teletrabalho na saúde mental dos trabalhadores

Doenças mentais é a terceira maior causa de afastamento dos bancários

A Fenae realizou, nesta quinta-feira (16/7), mais uma live para tratar sobre saúde mental na pandemia. O bate-papo é o terceiro realizado pela Federação com o objetivo de promover o debate sobre o tema e oferecer ajuda especializada para os trabalhadores da Caixa.

Em muitos países, inclusive no Brasil, os psiquiatras alertam para um "tsunami" de problemas de saúde mental devido à pandemia. A convidada Fernanda Duarte, doutora em Psicologia Social do Trabalho e das Organizações pela Universidade de Brasília (UnB), explicou que isso ocorre por causa da “corrente de acontecimentos” que a pandemia trouxe, incluindo o teletrabalho, o que acaba desencadeando a vulnerabilidade do indivíduo.

“Os bancários já tinham um contexto precário de trabalho, e isso tende a ser intensificado. O trabalho é jogado para dentro do espaço individual da pessoa sem a estrutura adequada”, ressaltou.

A Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, relembrou que antes mesmo da pandemia, no primeiro semestre 2019, pesquisas encomendadas pela Fenae identificaram que quase 20% dos trabalhadores da Caixa sofriam com depressão e ansiedade, número que tende a ser muito maior por causa da subnotificação. “Trabalhadores na linha de frente vivem um cotidiano estressante e os que ficam em home office, sofrem igualmente”, destacou Fabiana.

A psicóloga afirma que, para atravessar esse momento difícil, é preciso criar uma bolha de privacidade dentro de casa para tentar separar o trabalho da vida pessoal e até mesmo das outras pessoas que moram em casa. Além disso, é muito importante procurar ajuda especializada, caso os sintomas se tornem mais fortes.

Como notificar a doença mental?

Fabiana explicou que existe grande subnotificação justamente porque o trabalhador encontra dificuldade em fazer o nexo da doença mental com o trabalho.

“A pessoa já está fragilizado e ainda precisa passar por uma maratona para provar que o trabalho está o adoecendo e, por vezes, acabam desistindo”, lamentou.

Nesse caso, é muito importante que o trabalhador emita a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). O documento resguarda o trabalhador no momento presente, já que a empresa será obrigada a custear o tratamento e manter os direitos como afastamento por acidente de trabalho, FGTS e contagem de dias trabalhados. A CAT também dá ao trabalhador respaldo nos casos de sequelas futuras, inclusive em situações decorrentes, por exemplo, da contaminação pelo novo coronavírus.

Lembrando que a obrigação da emissão da CAT, por Lei é da empresa, mas o sindicato pode emitir para garantir o direito do trabalhador e depois notificar a empresa sobre o descumprimento da legislação.

Não Sofra Sozinho

A campanha “Não Sofra Sozinho” foi lançada no ano passado pela Fenae com o objetivo de conscientizar e prevenir o adoecimento mental no trabalho.

No mês que vem, a Fenae deve apresentar resultados do estudo, coordenado pela professora e psicóloga da UnB, Dra. Ana Magnólia Mendes, e propor uma serie de políticas e práticas sindicais e institucionais de prevenção das psicopatologias do trabalho na Caixa.

Para os trabalhadores que estão se sentido depressivos, ansiosos, angustiados, a Fenae criou um e-mail para receber relatos e oferecer suporte psicológico, principalmente nesse momento difícil para todos. Basta enviar a mensagem para naosofrasozinho@fenae.org.br.

A live ficou gravada no facebook da Fenae. Para assistir, acesse aqui

   

 

 

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