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15/02/08 05:32 / Atualizado em 13/12/08 10:55

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Juros para o consumidor têm alta no início do ano

As taxas médias de juros para crédito a pessoas físicas tiveram aumento no começo do ano, dizem pesquisas da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças) e do Procon-SP divulgadas ontem.

Segundo a Pesquisa de Juros da Anefac, o juro médio para empréstimos pessoais passou de 7,18% ao mês em dezembro de 2007 para 7,23% em janeiro deste ano, o maior valor desde setembro do ano passado.

Com exceção do cartão de crédito rotativo, que manteve sua taxa de juros mensal, todas as modalidades de crédito pesquisadas pela Anefac tiveram elevação de juros no mês: cheque especial, CDC (Crédito Direto ao Consumidor), juros do comércio, empréstimo pessoal em bancos e em financeiras.

Para os empréstimos a pessoas jurídicas, a taxa de juros média subiu 0,06 ponto percentual e chegou a 4,11% no mês passado.

Para o vice-presidente da Anefac, Miguel de Oliveira, a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 1,5% para 3% nos empréstimos para pessoas físicas e a incidência de um IOF adicional de 0,38% nas operações de crédito foram o principal fator para o aumento dos juros bancários.

O vice-presidente da Anefac também cita o acréscimo nos juros futuros pelas incertezas decorrentes da crise imobiliária americana e a paralisação das quedas da taxa básica de juros (Selic) como outros motivos que impulsionaram a elevação dos juros a empréstimos para pessoa física.

Tendências
Oliveira aponta uma tendência de leve subida nos juros nos próximos meses, seguida de estabilização das taxas no segundo semestre do ano.

A pesquisa do Procon-SP, realizada no dia 7 com dez bancos e divulgada ontem, confirma essa expectativa. A taxa de juros média foi de 5,36% ao mês, um incremento de 0,13 ponto percentual em relação a janeiro.

O Procon-SP consultou Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco.

O assistente de direção do Procon-SP, Diógenes Donizete, orienta os consumidores a comparar as taxas de juros entre as instituições financeiras antes de obter o empréstimo.

Segundo dados do Procon-SP, o banco que oferece a menor taxa de juros para empréstimo pessoal é a Caixa Econômica Federal (4,49% ao mês). A maior é a do Unibanco (6,59% ao mês).

Todos os bancos consultados pelo Procon-SP aumentaram os juros para o crédito à pessoa física. A exceção foi o Banco Real, que diminui os juros para 5,9% ao mês -decréscimo de 0,40 ponto percentual.

Consumo
Mesmo com o aumento nos juros, o vice-presidente da Anefac não espera uma redução do consumo.

"Uma pessoa não vai deixar de comprar uma geladeira, por exemplo, no valor de R$ 2.000 em 24 meses porque a parcela mensal vai aumentar R$ 14,16. Seria mais punitivo para o consumidor reduzir o prazo de pagamento", diz Oliveira.

O Procon-SP não fez uma avaliação de como o aumento dos juros pode influenciar o consumidor. Donizete lembra que até o mês de março há uma retração do consumo por causa de gastos com compras de Natal, IPVA e material escolar.

Ele sugere que o consumidor mantenha cautela ao adquirir crédito. "Parece pouco, mas é uma elevação no custo do financiamento", diz Donizete.

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