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19/03/18 13:55 / Atualizado em 19/03/18 14:00

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Início do FAMA supera expectativas e reúne milhares em Brasília

A Assembleia das Águas marcou a abertura do evento, com as entidades defendendo a água como direito de todos os povos

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A partir dessa segunda-feira (19), a programação do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) 2018 passa a ser desenvolvida no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília (DF). O evento prossegue até o dia 22 e conta com a presença de 170 países, representantes de diversas organizações dos cinco continentes. A organização espera receber mais de 7 mil pessoas.

Os dois primeiros dias do FAMA, no sábado e no domingo, foram na Universidade de Brasília (UnB) contemplando mais de 400 atividades entre debates, oficinas, seminários, rodas de conversa, sessões de cinema e amostras culturais, todos com temática da água e sua importância como um direito e não mercadoria.

Acompanhe mais informações no site do FAMA 2018.

O maior evento em defesa da água do planeta realizará ainda uma assembleia de mulheres e a assembleia internacional das águas; plenárias unificadas que debaterão sobre a temática; atos políticos, culturais, relato de experiências de lutas e resistências, bem como o Projeto dos Povos para a Água, a leitura dos documentos finais do Fórum Alternativo 2018 e, no dia 22, Ato Inter-religioso e Luta pela Água na capital federal.

Nesta segunda-feira, na Tenda Inter-religiosa do FAMA 2018, Vicenta Mamani, teóloga aymara, falou sobre as dimensões sagradas da água para o seu povo. “Segundo as crenças aymara, acreditamos que a água é o leite da Mãe Terra que nos amamenta a seus filhos e filhas. Como filhos e filhas da Mãe Terra, como filhos e filhas de Deus, recebemos a água gratuitamente, e é importante que esteja disponível para o acesso de todos” afirmou ela.

O FAMA também é um espaço de denúncias e depoimentos. Antônia Melo, da Aliança dos Rios dos Povos do Xingu, disse que todos são a voz dos rios, que estão chamando para nos juntar em defesa deles. Leandro, do Rio Grande do Sul fez um alerta: “a água antes de tudo é um bem comum. Água antes de tudo é um ser vivo. Água não é um patrimônio sequer dos povos, é um patrimônio da natureza”. Marina Rocha, ribeirinha do São Francisco, abriu os depoimentos do dia e denunciou: “nosso Velho Chico vem sofrendo várias agressões”.

Apoio da Fenae

A Fenae está entre as mais de 30 entidades que se reuniram para a realização do FAMA 2018. “A discussão é fundamental para manter a soberania do país, que possui uma das maiores reservas de água doce do planeta. Os povos devem ser chamados a opinar sobre a gestão dos recursos hídricos”, frisa Jair Ferreira, presidente da Federação. Celia Zingler, diretora da Região Sul da entidade, acrescenta: “defender que água é um direito e não mercadoria faz parte da defesa da soberania nacional, porque os privatistas não têm compromisso com o povo brasileiro e querem beneficiar grandes empresas”.

O Fórum Alternativo Mundial da Água está sendo organizado por movimentos sociais, ONGs, entidades sindicais e Comitês do Fórum montados no Estados em torno do mesmo tema “Água é um direito, não Mercadoria” e busca fazer o contraponto ao debate que o Fórum Mundial da Água (FMA), organizado pelas cooperações e Chefes de Estado, irá fazer.

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