Notícias

26/05/2008 06:38 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

minuto(s) de leitura.

Incorporação do Besc sai no 2º semestre

O processo de incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) pelo Banco do Brasil (BB) deverá ser concluído dentro de até quatro meses, depois de mais de um ano e meio desde que as primeiras informações sobre o negócio começaram a circular no mercado, em março de 2007. Há poucos dias, teve início a avaliação econômico-financeira das instituições para a troca de ações e até o fim de agosto a operação será submetida para as assembléias de acionistas das duas instituições para o voto final sobre o processo.

A incorporação foi a solução encontrada pelo governo federal para a não-privatização do banco, que era estadual, mas foi federalizado em 1999, ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, com vistas à sua venda em leilão. Com a definição da incorporação, o banco foi retirado do Plano Nacional de Desestatização (PND).

O processo foi conduzido de perto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em outubro de 2007 esteve em Florianópolis para assinar os primeiros acordos para o início de fato da incorporação. Foi assinado aditivo ao contrato de federalização, permitindo que uma operação desse tipo fosse feita (estavam previstas apenas liquidação ou privatização do Besc). Ficou acertada a prestação de serviços entre governo estadual e Besc, mantendo-se assim a folha de pagamentos dos servidores estaduais no Besc, impedindo sua venda em leilão.

O processo de incorporação do Besc não chegou a ser fortemente contestado pelo setor privado, embora em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado, em 2007, o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Fábio Barbosa, tenha defendido que o Besc fosse submetido à concorrência, o que abriria espaço para que outras instituições fizessem ofertas pelo banco. O principal imbróglio relacionado à incorporação, no caso catarinense, se deu na esfera pública, entre governo do Estado e governo federal, que chegaram a se desentender poucos meses antes da largada do processo de incorporação, quando o governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) fez leilão da folha de pagamentos dos servidores estaduais, que recebiam pelo Besc, em dezembro de 2006. Na ocasião, o Bradesco venceu o leilão com oferta de R$ 210 milhões. A União, controladora do Besc, entrou na justiça naquela ocasião e conseguiu anular o processo, alegando que já teria adquirido a folha na federalização, e que, portanto, ela não poderia ser novamente vendida.

Acesse as redes da Fenae:

Acesse e conheça as vantagens de ser um associado

Veja também
Nenhum registro foi encontrado.

selecione o melhor resultado