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27/09/11 16:22 / Atualizado em 27/09/11 16:55

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Greve nacional começa forte em todo o país com fechamento de 4.191 agências

A greve nacional dos bancários começou mais forte em relação ao ano passado. Segundo balanço divulgado pela Contraf-CUT, tomando por base dados enviados pelos sindicatos até às 18h desta terça-feira, 27 de setembro, a categoria fechou 4.191 agências e centros administrativos em 25 estados e no Distrito Federal de todos os bancos públicos e privados. Em 2010, no primeiro dia de greve foram fechadas 3.864 unidades.

Esses números, segundo o coordenador da Comissão Executiva de Empregados da Caixa(CEE/Caixa) e diretor vice-presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, demonstram que os trabalhadores estão insatisfeitos e dispostos a lutar pelos seus direitos. “Nós tivemos um alto índice de adesão e a tendência é crescer a partir de amanhã”.

Segundo Jair Pedro, a mobilização é fundamental para que, a exemplo do ano passado, os bancários tenham uma greve vitoriosa. Ele convocou à categoria para participar das assembleias e dos comitês de esclarecimentos, visando fortalecer o movimento grevista.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, ocorrida na última sexta-feira, dia 23, em São Paulo, quando foi recusada a segunda proposta de reajuste de 8% sobre os salários, o que representa aumento real de apenas 0,56%.

A proposta também não contempla mais contratações, fim da rotatividade, melhoria do atendimento aos clientes, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança e igualdade de oportunidades.

O coordenador do Comando Nacional dos Bancários e presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro, lembra que os bancos tiveram, no primeiro semestre de 2011, aumento de R$ 4,3 bilhões em relação ao lucro do mesmo período do ano passado, com um crescimento médio de 20,11%, mas não querem dividir esses ganhos com os bancários, principais responsáveis pela enorme lucratividade das instituições financeiras.

" Estamos abertos para a retomada das negociações, pois continuamos apostando no diálogo. Mas também estamos preparados para intensificar a mobilização e fazer a maior greve das últimas décadas para garantir avanços econômicos e sociais", destaca Carlos Cordeiro.

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