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01/10/2019 19:04 / Atualizado em 02/10/2019 10:13

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Gravação de documentário sobre mobilização dos empregados da Caixa em 1991 reuniu demitidos em São Paulo

Direção do longa-metragem é da cineasta Maria Augusta Ramos, conhecida pelo filme “O Processo”. Próxima etapa ocorre em Belo Horizonte. Episódios são considerados importantes para a categoria conhecer a história de luta dos empregados do banco

No último fim de semana, entre os dias 28 e 29 de setembro, a cineasta Maria Augusta Ramos deu continuidade às gravações de um longa-metragem sobre a mobilização de um grupo de 110 empregados da Caixa Econômica Federal lotados em unidades de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Esses trabalhadores foram demitidos em 1991 por atos do então governo Fernando Collor de Mello, uma semana depois de terem concluído estágio probatório, não poupando nem quem estava de licença-maternidade. Em contraposição a essa medida arbitrária, a organização da categoria foi imediata e teve o objetivo de amparar financeiramente os demitidos, culminando com a reintegração de todos os dispensados.

Dessa vez as entrevistas para o documentário, versando sobre um processo de resistência marcado pela solidariedade entre colegas de trabalho, ocorreram em território paulista. No fim de semana de 21 e 22 de setembro, as gravações foram realizadas em Londrina. A rota de filmagem, cujo próximo cenário será Belo Horizonte, foi montada com base em relatos dos trabalhadores exonerados pela gestão de Lafaiete Coutinho Torres, presidente da Caixa naquela ocasião. O objetivo é fazer um balanço da herança maldita deixada por Collor de Mello, com foco nas ações de desmonte do Estado brasileiro.

A cineasta Maria Augusta Ramos, que ficou conhecida pelo filme “O Processo” (referente à crise política que afeta negativamente o Brasil desde 2013) esclarece que seu documentário sobre a demissão de empregados do único banco 100% público do país, ocorrida no ano de 1991, não só conta e registra um momento importante da história republicana do Brasil. “Esse trabalho serve de reflexão a respeito do retorno de um projeto que mira na retirada de direitos dos trabalhadores e na privatização de bancos, empresas, bens e serviços públicos”, reitera.

Tal como ocorreu em Londrina, as filmagens de cenas e depoimentos de empregados em São Paulo foram coordenadas pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Procedimento semelhante será adotado para as gravações mineiras, previstas para os dias 5 e 6 de outubro. O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, vem acompanhando esse registro histórico feito pelo documentário, considerado por ele “muito importante para a categoria, hoje, conhecer a história de luta protagonizada pelos empregados da Caixa no passado, sempre na perspectiva da resistência contra o esvaziamento do papel público e social do banco”. 

Jair Ferreira lembra que o resgate da história de luta pela reintegração dos demitidos em 1991 é vital para os novos empregados compreenderem que o movimento nacional na Caixa é feito de mobilizações e conquistas.

 

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