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21/05/20 17:17 / Atualizado em 21/05/20 17:38

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Governo avalia reduzir gastos e a conclusão do auxílio emergencial fica comprometida, avalia presidente da Fenae

Sérgio Takemoto e Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, avaliam que o pagamento do auxílio ainda vai enfrentar desafios

Dez milhões de pessoas ainda aguardam análise da Dataprev para receber o auxílio emergencial. Além desses, outros 8,3 milhões de beneficiários só começaram a receber a primeira parcela do auxílio nesta quarta-feira (20). Para o presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, os números divulgados pela direção da Caixa mostram que a conclusão do pagamento para os brasileiros que necessitam do auxílio é um desafio que está longe do fim.

“Ainda temos um longo período pela frente. O próprio Governo já reconheceu que a economia vai piorar. A estimativa otimista é que até o final do ano o país tenha 19 milhões de desempregados. Ainda assim o Governo pensa em diminuir o valor do auxílio”, destaca. 

De acordo com reportagem do Jornal o Globo, o Governo pretende encerrar o programa de auxílio de forma gradual. Para isso, o ministro da Economia, Paulo Guedes avalia reduzir o valor do benefício para R$ 200,00 após o pagamento da terceira parcela. 

Na opinião de Takemoto, a redução no valor do Auxílio Emergencial pretendida por Paulo Guedes é uma péssima ideia. Além de seu aspecto humanitário de socorro aos mais vulneráveis em meio a pandemia, esses recursos são quase que totalmente utilizados pelas famílias mais carentes no consumo de bens e serviços essenciais nas periferias dos grandes centros urbanos e nas regiões mais remotas do País. Portanto há um efeito econômico macro importante quando esses recursos são injetados na economia. Segundo a Caixa, o pagamento integral da 1ª parcela e de parte da 2ª já injetaram na economia R$ 49,9 bilhões.

Para o presidente da Fenae, o Governo precisa de uma política social mais eficiente porque o desemprego e a pobreza vão aumentar no pós-pandemia. “Além de manter o auxílio em R$600,00, que já não é suficiente, o governo deveria ter uma política para tirar o País da crise e evitar o aumento do desemprego. Também evitar que as empresas quebrem. Mas o Governo não apresenta solução para nada disso, só pensa em reduzir gastos”, disse.

Um estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão do Senado, estima que o número de beneficiários pode chegar a pelo menos 80 milhões. Porém, os meses de maio e junho serão cruciais para definir o total de beneficiados pelo auxílio. Se a taxa de desemprego aumentar nestes meses, até 112 milhões de pessoas, mais da metade da população, pode precisar do benefício. Vale lembrar que os cidadãos podem solicitar o auxílio até o dia 3 de julho.

De acordo com o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, 101,2 milhões de pessoas fizeram cadastro para receber o auxílio. Destes, cerca de 60 milhões foram aprovados. O número é o triplo do estimado pelo Governo, que calculava o pagamento para cerca de 20 milhões de brasileiros.

Para Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, depois da pressão das entidades representativas dos empregados e da imprensa, que divulgou as filas nas agências, a direção da Caixa mudou algumas regras que melhorou o atendimento. No entanto, o desafio continua e as filas também.

“No mínimo, a Caixa vai pagar 60 milhões de brasileiros. Mas o número pode crescer nos próximos dias, já o cadastro vai até 3 de julho e uma parte das pessoas que teve o benefício recusado pode se cadastrar novamente”. Por baixo, Serrano calcula que a Caixa vai promover 180 milhões de saques, levando em conta as três parcelas, por um período de praticamente 3 meses.

Filas, população e empregado Caixa

Apesar de uma evolução no pagamento da segunda parcela em relação ao primeiro, Rita Serrano se preocupa com a situação da população e dos empregados da Caixa. “Para fazer esse atendimento, a direção do banco vem pressionando sobremaneira os empregados que estão na linha de frente, lembrando que grande parte dos empregados estão em home office e outros estão afastados por serem do grupo de risco”.

 

 

 

 

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