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05/09/2019 19:04 / Atualizado em 05/09/2019 19:26

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Fenae participa de plenária da CUT e assume compromisso com a luta em defesa da soberania nacional

A mobilização contra as privatizações de bancos e empresas públicas será baseada na unidade e resistência dos trabalhadores. Calendário de ações com este objetivo foi aprovado e visa reafirmar a soberania nacional e a manutenção do patrimônio público

“O Brasil é nosso! Mobilização contra as privatizações e em defesa do emprego e de nosso futuro”. Foi com esse espírito de resistência e proposição que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou nesta quinta-feira (5), em Brasília (DF) – na sede do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, uma plenária nacional sindical contra a venda dos bancos públicos e das empresas estatais para a iniciativa privada, impostas pelo projeto político do atual governo do país.

A atividade reuniu trabalhadores dos serviços públicos e de empresas estatais de todo país, os principais atingidos pela atual política privatista. O governo federal já anunciou que pretende incluir 17 estatais em seu programa de desestatização. A proposta prevê que empresas públicas como os Correios, Petrobras, Eletrobrás, Telebrás e mais as empresas de tecnologia, comunicação, administração de portos, transporte ferroviário e centrais de abastecimento sejam privatizadas. Bancos públicos como a Caixa e o Banco do Brasil, fortes impulsionadores do desenvolvimento econômico e social, estão também ameaçados.

A Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e outras entidades representativas participaram da plenária sindical da CUT, com  o propósito de reafirmar a luta por uma Caixa como banco 100% público, social e forte, de modo a levar o desenvolvimento para todas as regiões do país.

“Querem vender parte do banco para o mercado financeiro, a exemplo das loterias, cartões, ativos e seguros. Querem vender a parte que financia os programas sociais. Querem enfraquecer, fatiar e reduzir a Caixa”, denuncia Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, que marcou presença na plenária da CUT.  Ele lembra que a retomada do princípio da soberania, de respeito ao patrimônio público brasileiro, é uma pauta de todos os trabalhadores.

Sérgio Takemoto, vice-presidente da Federação, também participou da plenária nacional sindical. “A defesa dos bancos, das empresas, dos serviços e dos bens públicos deve ser a principal referência para a realização de atividades pelo país em defesa da soberania nacional. Fazer a defesa do patrimônio público é fazer a defesa do Brasil”, declara.

Pela Fenae, além de Jair Ferreira e Takemoto, estiveram presentes à plenária nacional sindical da CUT os seguintes dirigentes: Cardoso (Administração e Finanças), Rachel de Araújo Weber (Juventude) e Dionísio Reis (Região Sudeste e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados – CEE/Caixa).

O encontro contou ainda com a participação da presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Juvandia Moreira, que representou a categoria bancária na explanação sobre o cenário específico por categoria. Na ocasião, entre outras coisas, Juvandia falou que, “além do fechamento de agências e redução do quadro de pessoal, o governo avança sobre áreas estratégicas e lucrativas dos bancos públicos para enfraquecê-los”. Ela também deixou claro que a inclusão bancária depende muito das instituições públicas, sejam nacionais ou regionais.

Calendário de mobilização

De maneira crítica, a plenária da CUT analisou a situação e as diretrizes do governo com relação aos bancos públicos e às empresas estatais, concluindo que a entrega das riquezas brasileiras compromete o desenvolvimento do país e os empregos da classe trabalhadora.  Foi aprovado, na ocasião, um calendário unificado de mobilização em defesa da soberania nacional, cujo principal mote será a campanha “Se é público, é para todos”, lançada em 2016 pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, coordenado por Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa.

Uma das resoluções do evento foi a convocação em 20 de setembro do Dia Nacional de Mobilização e Protesto em Defesa do Serviço Público. A orientação é para que, nesta data, as entidades sindicais vinculadas à CUT promovam atos nos locais de trabalho das diversas categorias profissionais. Será um dia de mobilização nacional em defesa da aposentadoria, da educação pública e gratuita, do patrimônio público, da Amazônia e do emprego.

O calendário aprovado na plenária nacional sindical prevê ainda a participação da classe trabalhadora nas atividades do 25º Grito dos Excluídos, que acontece todos os anos no dia 7 de setembro. A inciativa visa reafirmar a defesa da vida e por um mundo melhor, combinada com uma agenda de mobilizações para derrotar nas ruas o projeto de reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional. Eis a palavra de ordem: justiça, direitos e liberdade!

Como parte do calendário unificado de mobilização, um Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos será realizado no próximo dia 4 de outubro. Nessa ocasião, por orientação da plenária da CUT, haverá protestos e retardamento para o início do expediente bancário. 

 

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