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14/04/2015 08:39 / Atualizado em 14/04/2015 08:39

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Fenae participa de exibição de documentário ambiental sobre o Cerrado na Embaixada da Bélgica em Brasília

Evento teve o objetivo de mostrar a importância do Cerrado brasileiro para o equilíbrio ambiental do planeta. O bioma, o segundo mais produtivo do país, está ameaçado de extinção

Fenae Net

Nesta segunda-feira (13), em Brasília (DF), a diretora de Comunicação e Imprensa da Fenae, Natascha Brayner Sobreira, e a analista de Responsabilidade Social da entidade, Denise Viana, participaram na Embaixada da Bélgica do ato de exibição de um documentário ambiental sobre o Cerrado, bioma ameaçado de extinção e que possui uma das maiores diversidades da América Latina, ocupando 30% do território brasileiro. Esse vídeo recebeu o título de “O Ritmo da Lagarta” e foi produzido pela ONG belga De Wervel, destinando-se a um público abrangente no Brasil e em outros países.

Além da Fenae, o ato de estreia do documentário sobre a importância do Cerrado brasileiro para o equilíbrio ambiental do planeta contou com a participação de representantes da União Europeia, da Embaixada da Eslovênia e de Países Baixos, da Universidade de Brasília (UnB) e da Pontifícia Universidade Católica do Distrito Federal (PUC/DF). Participaram também do evento diversos representantes de entidades da sociedade civil.

Mais informações sobre o Cerrado

Cerrado é o nome dado às savanas brasileiras caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas, e pode ser classificado como cerradão, cerrado típico, campo cerrado, campo sujo de cerrado ou campo limpo, sendo que o cerradão é o único que apresenta formação florestal.

Só o Cerrado se estende por 2 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo 11 estados: Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Pará e Rondônia. Cobre cerca de 197 milhões de hectares do território brasileiro, sendo o segundo bioma mais produtivo do país. Formações de cerrado podem ser encontradas em outras regiões do país como áreas de transição para outros ecossistemas. Essas áreas de transição de cerrado são chamadas de ecótonos ou periféricas e estão nas divisas com a Caatinga, a Amazônia e a Mata Atlântica.

A principal marca do bioma cerrado são seus arbustos de galhos retorcidos e o clima bem definido, com uma estação chuvosa e outra seca. Entretanto, na região do cerrado encontram-se três das maiores bacias hidrográficas do país, sendo este bioma o berço de rios caudalosos como o São Francisco. Acredita-se, pois, que as peculiaridades da flora (troncos tortuosos e com casca espessa...) se devam à falta de alguns micronutrientes específicos e não à falta de água necessariamente.

Os solos nestas regiões são geralmente muito profundos, antigos e com poucos nutrientes, exigindo uma adaptação da flora que possui, geralmente, folhas grandes e rígidas, além de, algumas espécies, apresentarem depósitos subterrâneos de água como uma espécie de adaptação às queimadas constantes, permitindo que elas voltem a florir após o incêndio. Outra adaptação são as raízes bastante profundas podendo alcançar de 15 a 20 metros por causa da distância do lençol freático até a superfície.

Aliás, os incêndios criminosos são as principais ameaças a esse bioma. Até os anos 70 o solo do cerrado era considerado improdutivo, mas, com a evolução da tecnologia a região tornou-se responsável por cerca de 40% da produção de soja no Brasil e mais de 70% da produção de carne bovina. Sem contar que, além das inúmeras minerações e carvoarias que vem destruindo cada vez mais o cerrado, a pressão do crescimento populacional das cidades, principalmente em Minas Gerais e na região Centro-Oeste, tem colocado o cerrado entre os biomas mais ameaçados do mundo.

Acredita-se que o cerrado brasileiro seja o tipo de savana mais rico em biodiversidade do planeta com mais de 4.400 espécies vegetais endêmicas (total de 10 mil espécies), 837 espécies de aves e 161 espécies de mamíferos.

Mesmo assim, a despeito de toda a riqueza natural do cerrado e de seu povoamento tardio, hoje ele conserva apenas 20% de sua área total. Diversas tentativas no sentido de preservá-lo vêm sendo tomadas, mas até então, apenas cerca de 6,5% de sua área natural está protegida pela lei sob a forma de Unidades de Conservação (UC).

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