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09/03/17 07:18 / Atualizado em 09/03/17 07:28

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Fenae lança livro para propor debate sobre o papel dos bancos públicos

Obra "Bancos Públicos do Brasil" foi escrita pelo economista Fernando Nogueira da Costa. Livro inaugura série da “Coleção Fenae”, cujo propósito é a formação dos trabalhadores do banco

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Ícone da luta em defesa da Caixa Econômica Federal 100% pública e dos direitos dos empregados do banco, a Fenae lançará nesta quinta-feira (9), em São Paulo (SP), o livro “Bancos Públicos do Brasil”, cujo autor é o economista Fernando Nogueira da Costa. A obra aborda temas relacionados ao sistema financeiro brasileiro, como as perspectivas para o setor e a crise do capitalismo com dominância financeira.

O ato de lançamento da obra acontecerá durante a noite do segundo dia do Congresso Extraordinário da Contraf/CUT, que começou nesta quarta-feira (8) e segue até 10 de março, na capital paulista. A atividade, agendada para as 19h, será conduzida por Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae, acompanhado por Cardoso, vice-presidente da entidade.
 
O livro de Fernando Nogueira, que foi vice-presidente da Caixa no período de 2003 a 2007, traz uma reflexão sobre os bancos públicos federais, considerados pelo autor como exemplos de participação ativa na política de fomento ao desenvolvimento econômico nacional e regional, e nos grandes projetos de investimento, além do financiamento dos setores agrícola e habitacional, pois a iniciativa privada só se interessa por baixo risco e altos lucros.

A publicação é a primeira da série “Coleção Fenae”, sob a coordenação do economista Márcio Pochmann. O propósito dessa iniciativa é oferecer reflexão abrangente, objetiva e didática acerca da realidade dos principais temas que contemplam a perspectiva atual do mundo do trabalho no Brasil. Na orelha do livro, Pochmann escreveu que, de modo geral, “constatam-se especificidades importantes no conjunto da categoria bancária, especialmente entre os empregados da Caixa Econômica Federal: de um lado, as exigências da competição capitalista e as respostas do Estado por meio dos bancos públicos e, de outro, as consequências diretas e indiretas para os trabalhadores e o reposicionamento do sindicalismo”.

O professor Pochmann defende ainda a necessidade de reinvenção da ação organizada da classe trabalhadora, dado que o “o avanço da revolução tecnológica, os novos métodos de gestão de mão de obra, as exigências patronais mais sofisticadas na contratação, a terceirização dos empregos, a intensificação dos trabalhadores, a extensão da jornada de trabalho, entre outros aspectos, apontam para a maior exploração da força de trabalho”.  

Dividido em quatro grandes partes, o primeiro livro da série “Coleção Fenae” estuda a genealogia e a trajetória dos capitalismos financeiros público e privado, no Brasil e nos Estados Unidos, buscando nas experiências passadas luzes para compreender os acontecimentos do presente e imaginar, assim, o futuro.

Na obra, Fernando Nogueira da Costa levanta a hipótese de que “os verdadeiros ‘fazedores do mercado’, na economia brasileira, são instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia (Basa), cujos comportamentos regulam a competição do segmento”. O autor faz ainda uma breve conclusão na qual lista as principais virtudes e os problemas a serem corrigidos nos bancos públicos brasileiros.

Foco na formação  

A “Coleção Fenae” é resultado do esforço da Diretoria da Fenae, em parceria com pesquisadores de diversas universidades e gestores públicos. Um dos objetivos é articular o tema relativo aos bancos públicos federais (destaque para a Caixa Econômica Federal) com o debate que o movimento dos trabalhadores faz sobre a democratização das relações do trabalho. O foco é despertar o interesse dos empregados do banco para a busca de uma formação cada vez mais aprimorada.

Cardoso, vice-presidente da Federação, explica que os livros serão editados no formato pocket book  (livro de bolso), a exemplo do modelo adotado pela Editora Brasiliense para a coleção Primeiros Passos. “Esse formato constitui uma das formas mais democrática e acessível de conhecimento, atuando como fonte de diálogo, instrumento de intercâmbio cultural e semente de desenvolvimento sustentável”, admite.

Segundo Cardoso, os livros da “Coleção Fenae” terão uma perspectiva transversal com o propósito de emparelhar reivindicações por mais formação para os empregados da Caixa. Ele comenta que a Fenae estará participando disso e que as próximas edições vão abordar temáticas referentes a FGTS, qualidade de vida e saúde do trabalhador no ramo financeiro, transformações e perspectivas das relações de trabalho no setor bancário, entre outras abordagens.

Ele considera importante a Fenae, neste momento de ataques e agressões ao patrimônio público nacional, colocar-se a discutir assuntos de interesse do conjunto da sociedade brasileira. E acrescenta: “Os bancos públicos federais são ferramentas decisivas e eficazes para o Estado apostar no processo de democratização social. Isto é vital para diminuir a exclusão, a desigualdade, a pobreza e a miséria”.

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