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20/10/20 19:03 / Atualizado em 20/10/20 19:04

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Fenae condena plano de Guedes de abrir capital de subsidiária da Caixa

Durante live, ministro disse que pretende vender de ações do braço digital do banco em seis meses. Para presidente da Fenae, área é estratégica e rentável e não deve ser entregue ao mercado

A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) repercutiu anúncio feito pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira (20), de que o Executivo Federal planeja abrir o capital do braço digital da Caixa Econômica Federal nos próximos seis meses. O presidente da entidade, Sergio Takemoto, declarou que a Fenae é contra a medida por considerar que a área é estratégica e rentável ao Brasil.

“Querem entregar para o mercado algo que ainda nem existe e que deveria ser mantido nas mãos do país, em benefício principalmente à população mais carente”, afirmou Takemoto, em entrevista para o site BR Político, do jornal Estado de São Paulo.

A polêmica se deu porque durante uma live com investidores, Paulo Guedes citou o trabalho do braço digital da Caixa. “Na pandemia, digitalizamos 64 milhões de pessoas. Quanto vale um banco que tem 64 milhões de pessoas que foram bancarizadas pela primeira vez e serão leais pelo resto da vida?”, afirmou o ministro.

Em relação à fala de Guedes, o presidente da Fenae destacou que a leitura que se faz do atual governo é que está mais preocupado “em garantir lucro à iniciativa privada do que à nação”. “Se o próprio ministro afirma que o banco digital será muito rentável, para que vendê-lo, então? É inacreditável como este governo funciona”, ressaltou Takemoto.

O caso remete às ameaças e investidas que têm sido observadas desde o início deste governo contra a Caixa e outras estatais. Em junho passado, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Executivo fica proibido de privatizar as chamadas “empresas-mãe” sem o aval do Congresso e sem licitação. Mas a Corte liberou a venda das subsidiárias destas estatais sem a autorização legislativa.

Logo depois, o governo publicou a Medida Provisória 995, que abre brechas para a privatização da estatal por meio da venda de várias das suas subsidiárias. Parlamentares e movimentos da sociedade civil contrários à privatização atuam para derrubar a MP no Congresso.

Em paralelo, duas ações no STF questionam a MP 995 e esse tipo de “venda maquiada” de estatais. A primeira foi protocolada por seis partidos (PT, PSOL, PCdoB, PDT, Rede e PSB). A segunda foi impetrada pela Fenae em conjunto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Ambas pedem a concessão de cautelar para a suspensão dos efeitos da medida provisória e solicitam que o Supremo declare a MP inconstitucional.

 

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