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17/04/20 20:05 / Atualizado em 20/04/20 10:07

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Fenae abre espaço para debate sobre saúde mental na pandemia

A live realizada nesta quinta (16/4) trouxe à tona os problemas do teletrabalho vividos por 70% dos empregados da Caixa

A Fenae realizou nesta quinta-feira (16/4), via Facebook live, um debate sobre saúde mental em tempos de coronavírus. A situação da saúde mental do bancário da Caixa sempre foi bastante problemática como revelaram pesquisas encomendadas pela Fenae. Agora, o cenário tende a se agravar por conta do coronavírus.

Segundo a Diretora de Saúde e Previdência da Fenae, Fabiana Matheus, atualmente cerca de 70% dos empregados da Caixa estão operando por teletrabalho. O restante continua realizando atendimento ao público nas agências, se expondo e expondo a própria família ao perigo de contaminação do vírus.

Esses que trabalham remotamente, enfrentam a falta de estrutura adequada, pressão por metas e medo do desemprego, ou seja, o modelo de gestão da Caixa está amplificado em suas dimensões negativas no teletrabalho.

A professora titular de psicologia da UNB, Ana Magnólia Mendes, coordenadora técnica do projeto de Saúde Mental da Fenae, explicou que o discurso da sociedade tenta nos convencer que o teletrabalho é o paraíso. Temos a visão romântica que ficar em casa e fazer o próprio horário é ser livre, mas muito pelo contrário. Esse modelo de organização do trabalho coloca na mão do empregado a responsabilidade pelos equipamentos, condições de trabalho, e pela sua própria saúde.

“Como consequências temos trabalhadores que relatam depressão, ansiedade, sensação de que algo ruim vai acontecer, dificuldades para dormir, descontrole sobre os próprios pensamentos, falta de ar, tremores, cansaço e muitos outros sintomas”, enfatizou Ana Magnólia.

Para os que estão trabalhando presencialmente nas unidades, principalmente agências, há um problema adicional, pois o governo federal, por meio da MP 927, quer descaracterizar a contaminação pelo corona vírus como doença do trabalho, transferindo o ônus da prova para o trabalhador.

“É evidente que a contaminação pelo corona vírus é hoje um fator de risco presente no local de trabalho e nesses casos a Lei é objetiva, a doença deve ser caracterizada como acidente de trabalho, mesmo na suspeita, portanto a empresa, se descordar da caracterização, é quem tem que provar. Cabe à Caixa fornecer equipamentos de proteção individual e coletiva. Ela já é campeã de subnotificação de acidentes de trabalho, isso tende a piorar”, pontuou o assessor de saúde do trabalhador, Plínio Pavão.

A Fenae lançou no ano passado a campanha “Não Sofra Sozinho”, projeto de prevenção ao adoecimento mental no trabalho. Se você sofrer ou presenciar alguma atitude abusiva por parte dos gestores com você ou algum colega, denuncie à Apcef e ao sindicato.

Também criamos um e-mail para receber relatos e oferecer suporte psicológico, principalmente nesse momento difícil para todos.

E-mail: naosofrasozinho@fenae.org.br

 A live ficou salva no nosso Facebook. Para assistir, acesse aqui

 

 

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