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23/10/15 07:15 / Atualizado em 23/10/15 09:04

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Fenaban adia negociação, mais uma vez, para esta sexta-feira. Greve continua!

Desde que as negociações foram retomadas, na terça-feira (20), os bancos insistem em apresentar propostas de reajuste abaixo da inflação. Comando quer negociar aumento real

A Fenaban adiou, mais uma vez, a rodada de negociação que estava marcada para esta quinta-feira, 22 de outubro. A reunião ficou para esta sexta-feira (23), a partir das 9h30, no Hotel Makssoud Plaza, em São Paulo (SP). O Comando Nacional dos Bancários orienta que a greve da categoria continue forte em todo o país.

Desde que as negociações foram retomadas, na terça-feira (20), os bancos vêm insistindo em apresentar propostas de reajuste abaixo da inflação. Inicialmente, foi proposto 7,5%. Na negociação de quarta-feira, 8,75%; índices que não chegam sequer a repor a inflação de 9,88% (INPC).

“Temos que continuar mobilizados, determinados, com unidade, para mostrar que continuamos indignados e que queremos dobrar a intransigência deles. Além do ganho real, queremos reposição de emprego, segurança, saúde e igualdade de oportunidade. Principalmente, queremos que acabem com as demissões, a rotatividade e que os trabalhadores não continuem adoecendo por serem submetidos ao assédio moral para cumprir metas inatingíveis”, destaca Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.

A Caixa Econômica Federal mantém a sinalização de retomar as negociações específicas tão logo encerrada a mesa com a Fenaban. “Nossa expectativa é que o banco apresente uma proposta que contemple a valorização dos trabalhadores e melhorias nas condições de trabalho”, afirma Fabiana Matheus, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional nas negociações com a empresa.

Reivindicações

Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real); PLR: 3 salários mais R$ 7.246,82; piso: R$ 3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último); vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários; garantira de emprego; Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, igualdade de oportunidades, entre outros.

Já entre os itens específicos da Caixa, destacam-se: contratação de mais empregados, fim do GDP, combate ao assédio moral, fim das metas abusivas, garantia do Saúde Caixa na aposentadoria (inclusive para os que saíram pelo PADV), fim do voto de Minerva na Funcef, imediata incorporação do REB ao Novo Plano, fim da restrição de dotação orçamentária para horas extras e extensão da licença-prêmio e do anuênio para todos os admitidos a partir de 1998.

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