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11/03/2008 13:10 / Atualizado em 13/12/2008 10:55

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Entrevista: Nando Reis revela seu engajamento com projetos da Fenae

Responsabilidade Social

No início desse mês, o cantor Nando Reis realizou uma apresentação beneficente na Apcef/DF. O show fez parte da série Concertos por Caraúbas, cuja arrecadação é destinada a projetos de geração de emprego e renda na cidade de Caraúbas do Piauí (PI), onde a Fenae desenvolve o projeto “Movimento Solidário” com base nas oito Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Nando Reis também participou de outro projeto da Fenae, o “Eu Faço Cultura” que levou oficinas musicais e de fotografia para diversas cidades do país. 

Por toda essa participação em projetos da Fenae, o cantor Nando Reis concedeu uma entrevista exclusiva, acompanhe. 

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Como você avalia a sua participação no Eu Faço Cultura?
Em primeiro lugar eu queria dizer que fiquei muito honrado em participar do projeto e por meio representar a classe artística. O caráter do projeto é muito diferente de todos os outros que eu já participei. Ele tem um conceito que me agrada muito de levar cultura pra mais pessoas. Logo eu fui me identificando cada vez mais ao projeto, pela seriedade das pessoas envolvidas e pela chance que ele me deu como artista de me apresentar em vários lugares que eu nunca tinha tido o acesso.

Você vai se apresentar um show cuja renda será revertida para um projeto social em Caraúbas do Piauí (PI). Qual o significado desse gesto na vida de um músico?
É engraçado porque o Brasil é um país tão carente que se eu pudesse ou se eu fosse atender a todas as solicitações, e a todas as causas pelas quais eu gostaria de estar envolvido, acho que eu tocaria todos os dias. Evidentemente eu preciso estabelecer um critério para poder fazer essas escolhas porque existem muitas áreas. Tenho consciência da ação que se faz em Caraúbas. Nunca estive lá, mas não precisaria testemunhar pessoalmente aquilo que me foi relatado, especialmente pelas pessoas em que eu tenho confiança. Quando solicitaram a minha participação eu não hesitei em doar meu cachê e fazer toda essa parte, que é o que a gente tem que fazer num país com o desequilíbrio que tem o Brasil.

Você participa de algum projeto social?
Estou em pleno processo de implantação de uma Oscip, que vai se chamar Letra A, que ainda está na parte de elaboração de estatutos. O projeto pretende construir uma escola em Cotia (SP), cidade próxima da capital de São Paulo. Essa Oscip vai marcar a minha participação social mais efetiva, mais constante do que os shows que eu faço normalmente para as diferentes causas e organizações.

Como a questão social interfere nas suas criações?
Há gente que trata dessas questões de forma mais explícita ou vai direto à ferida, falando das feridas sociais, das injustiças, mas esse não é o caminho que eu faço. Porque isso não me atrai. Acredito mais naquele caminho que tem a ver com a defesa da valorização do indivíduo, da percepção de nós mesmos, de quem somos, da individualidade e da especialidade da importância que cada um de nós tem no mundo. As minhas músicas olham muito por esse ângulo, a maioria em primeira pessoa. Em última instância o que estou dizendo é que nós temos importância no mundo e essa importância se dá quando nós damos importância para a forma como vivemos e percebemos as peculiaridades particulares de cada um de nós, e não nos submetendo a uma idéia mediocrizante de que todos os indivíduos são iguais e têm as mesmas obrigações. Acho que todos nós temos a mesma responsabilidade, mas que ela não pode obedecer simplesmente a avaliações externas, mas principalmente a uma avaliação interna.

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Quem é o artista Nando Reis?
Algumas pistas oferecidas por José Fernando Gomes dos Reis, o Nando Reis.

Um sucesso: Marvin
Uma música: Expresso 2222
Um medo: de que meus filhos morram antes de mim
Um ídolo: Luis Fabiano, centro-avante do Sevilha, que era do São Paulo
Um fracasso: difícil escolher um só, já fracassei tantas vezes. Todos eles relacionados a não ter protegido meus filhos da forma como eu gostaria
Se não fosse um músico: queria trabalhar com preservação da vida selvagem
O que lhe dá coragem: o medo
Uma queixa: eu não gosto do que ta acontecendo por aí. Não gosto da forma como o homem está destruindo o planeta e nem da inoperância que a política brasileira tem pra nos colocar num lugar onde que a gente poderia estar
Um recado: Seja feliz

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